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Avaliação da prova tuberculínica em crianças menores de 2 anos que apresentaram evento adverso à vacina BCG

Processo: 17/01124-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Maria Isabel de Moraes Pinto
Beneficiário:Susana Artiaga Dias Maciel
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Vacina BCG   Tuberculose   Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos   Teste tuberculínico

Resumo

A tuberculose é uma infecção com grande relevância em Saúde Pública. No Brasil, estima-se que haja 73 mil casos novos por ano. Para o controle das formas graves da doença, uma das principais estratégias da Organização Mundial da Saúde é a vacinação com o bacilo de Calmette-Guérin (BCG). Sabe-se, entretanto, que a vacina BCG pode alterar a leitura de outro método importante para o rastreamento da infecção: a prova tuberculínica. Não se conhece qual a intensidade da resposta à prova tuberculínica em indivíduos que apresentaram evento locorregional após a BCG. O objetivo deste estudo é avaliar o tamanho da induração após a realização da prova tuberculínica em crianças menores de 2 anos não expostas à tuberculose que apresentaram algum evento adverso locorregional à vacina BCG. As crianças selecionadas estarão em acompanhamento no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais ligado à Universidade Federal de São Paulo (CRIE-UNIFESP), para onde, em média, 30 casos de crianças com evento adverso locorregional à vacina BCG são encaminhados a cada ano. Após a assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido, será preenchida uma ficha com dados demográficos e clínicos das crianças. Estas serão também submetidas a exame físico completo. A seguir, será realizada a prova tuberculínica, com leitura da induração em 72 horas. No mesmo dia da administração da prova tuberculínica, será realizada coleta de 4 mL de sangue periférico para realização de ensaio de liberação de interferon-gama (Quantiferon 4G). Os dados serão analisados visando definir o tamanho médio da induração após a prova tuberculínica e o intervalo de confiança 95%, bem como a porcentagem de crianças sem contato conhecido com adultos com tuberculose pulmonar ativa e que apresentam induração maior ou igual a 10 mm. Os resultados da prova tuberculínica serão comparados com os do ensaio de liberação de interferon-gama (Quantiferon), para excluir a possibilidade de exposição prévia à tuberculose. (AU)