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Variabilidade de ácaros Brevipalpus e sua competência para transmitir vírus: produção e manutenção de colônias isolinhas, determinação das espécies do ácaro vetor e ensaios de transmissão dos vírus transmitidos por Brevipalpus (VTB)

Processo: 17/18911-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Elliot Watanabe Kitajima
Beneficiário:Vanessa Bassinello
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/08458-9 - Vírus de plantas transmitidos por Brevipalpus (Acari: Tenuipalpidae) - VTB: levantamento, identificação, caracterização molecular, filogenia; relações vírus/vetor/hospedeira; biologia, taxonomia e manejo do vetor, AP.TEM
Assunto(s):Ácaros parasitos de plantas   Brevipalpus   Virose vegetal   Variação genética   Microscopia eletrônica

Resumo

Conhecimentos sobre vírus transmitidos por ácaros tenuipalpídeos do gênero Brevipalpus (VTB) tiveram avanços significativos nos últimos anos. Os VTB têm merecido atenção não só pelo fato de alguns deles como o da leprose dos citros, mancha anular do café, pinta verde do maracujá e mancha das orquídeas terem importância econômica, mas também porque eles constituem um patossistema peculiar em que os sintomas se caracterizam por serem localizados e a infecção não se tornar sistêmica. Além disso, há pelo menos dois gêneros de vírus completamente distintos sendo transmitidos por estes ácaros, de maneira persistente: o gênero Cilevirus [genoma: ssRNA, senso +, bissegmentado (5 e 9 kb)] e Dichorhavirus, da família Rhabdoviridae [genoma: ssRNA, senso -, bissegmentado (2 x 6 kb)]. Por outro lado, a taxonomia dos ácaros Brevipalpus sofreu mudanças importantes recentemente. Das mais de 200 espécies deste gênero, apenas três eram tidas como vetoras de VTB, respectivamente B. californicus, B. obovatus e B. phoenicis. Mas novos critérios morfológicos aliados a marcadores moleculares alteraram as concepções de espécies neste gênero. Assim, a espécie tida como B. phoenicis lato sensu seria subdividida em pelo menos 6 outras, além da B. phoenicis sensu stricto. Isto resultou em que osvetores dos principais vírus, leprose C do citros, causado pelo Citrus leprosis virus C (CiLV-C), tido como B. phoenicis s.l., teria como vetor principal B. yothersi. A mancha anular do café, tendo como agente causal Coffee ringspot virus (CoRSV), teria como um dos vetores B. papayensis. O vírus da leprose tipo nuclear [Citrus leprosis virus N (CiLV-N)] mostrou ser transmitido por B. phoenicis s.s. e uma mancha clorótica em citros, descrita no Piauí, seria transmitida por B.aff yothersi, provavelmente uma nova espécie B. incognitus. Outra constatação notável foi a de que, como regra geral, plantas são infestadas por mescla de populações constituídas de espécies distintas de Brevipalpus. Tal situação torna complexa a determinação da(s) espécie(s) envolvida(s) na transmissão de um dado VTB a fim de entender sua epidemiologia e desenvolver práticas para seu manejo integrado. O presente projeto visa contribuir para a solução de tal situação através da criação experimental de isolinhas de diferentes espécies de Brevipalpus, devidamente caracterizadas morfológica e molecularmente, e testadas quanto à sua competência em transmitir distintos VTB e, dentro das possibilidades experimentais, estabelecer os parâmetros das relações vetor-vírus. O modelo escolhido é a de usar plantas de feijoeiro para procriação das isolinhas de Brevipalpus, servindo elas também como indicadoras de infecção para muitos dos VTB a serem estudados. A utilização de isolinhas baseia-se no conhecimento de que muitas espécies de Brevipalpus reproduzem-se por partenogênese telítoca, em que fêmeas geram fêmeas, numa geração quase-clonal. Isto seria consequência de estas espécies estarem infectadas pela bactéria endossimbionte Candidatus Cardinium que determina a feminilização de formas haploides. O projeto seria adequado à uma iniciação científica envolvendo práticas de criação de Brevipalpus, sua identificação por microscopia e técnicas moleculares, manejo dos ácaros nos ensaios de transmissão e avaliação dos resultados também por métodos morfológicos e moleculares. Os trabalhos envolvem conceitos básicos de fitopatologia, virologia, acarologia, biologia celular e biologia molecular. Este projeto está vinculado ao projeto temático sobre VTB (proc. Fapesp 2014/08458-9), e faria parte dos subprojetos 3 e 4. A candidata tem excelente histórico escolar e teve experiência international através do programa Ciência sem Fronteiras. (AU)

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