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Interoperabilidade entre a base de dados da tabela brasileira de composição de alimentos (TBCA) do Brasilfoods/Food research center (EMU 2016/10444-1) e programas de avaliação de consumo alimentar da população brasileira

Processo: 17/21193-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco
Beneficiário:Eliana Bistriche Giuntini
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07914-8 - FoRC - Centro de Pesquisa em Alimentos, AP.CEPID
Assunto(s):Bases de dados   Consumo de alimentos   Ingestão de alimentos   Composição de alimentos   Química de alimentos   Nutrientes (alimentação)   Nutrição humana

Resumo

Uma das propostas do Food Research Center (Cepid/Fapesp) é oferecer à população informações confiáveis sobre composição de alimentos. Em parceria com a Rede Brasileira de Composição de Alimentos (Brasilfoods), um dos braços da International Network of Food Data Systems (Infoods/FAO), e Universidade de São Paulo essas informações estão disponíveis online na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA) (http://fcf.usp.br/tbca) e estão sendo continuamente atualizadas. O Banco de Dados para Avaliação da Ingestão de Nutrientes (TBCA-AIN) foi criado entre 2016-2017 para apresentar informações sobre macronutrientes, frações de lipídeos, vitaminas e minerais de alimentos brasileiros de forma unificada, os quais visam atender às necessidades do banco gerado com as informações provenientes do Inquérito Nacional de Alimentação (INA)/POF-IBGE. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE vem realizando coletas de informações diversas em todo o país nas últimas décadas, incluindo o INA/POF-IBGE, em 2008-2009. Nesse inquérito foram coletadas informações sobre os alimentos mais consumidos no Brasil a fim de obter dados sobre a ingestão de nutrientes da população e traçar o perfil epidemiológico nutricional da população brasileira. No entanto os dados coletados em 2008/2009 foram analisados por software com um banco de dados de alimentos essencialmente americanos, e pequena parcela de dados nacionais. Como há variabilidade de conteúdo em função de variedade, local de cultivo (solo, clima) e de formulação isso pode incorrer em informações não compatíveis com a realidade nacional. Nós últimos anos também foi desenvolvida a versão brasileira do GloboDiet, um sistema informatizado que contou com o financiamento do CNPq. O GloboDiet é uma metodologia padronizada para a coleta de dados individuais de consumo de alimentos desenvolvida inicialmente pela International Agency for Research on Cancer (IARC) e atualmente está sob os auspícios da World Health Organization. O Brasil foi um dos países selecionados para iniciar o projeto de adaptação do software para a América Latina. Inicialmente esse sistema coletará informações dos participantes da terceira onda do projeto nacional ELSA (Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto), uma investigação multicêntrica de coorte composta por 15 mil funcionários de seis instituições públicas de ensino superior e pesquisa das regiões Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil. Porém o GloboDiet, assim como o INA/POF-IBGE, não agrega uma base própria de composição de alimentos para que os dados coletados sejam analisados, porém ambos permitem agregar base de dados externa para isso. Tanto os pesquisadores do INA/POF-IBGE quanto do GloboDiet consideram essencial que sejam utilizados dados nacionais para avaliar as informações de consumo coletadas, a fim de obter dados de ingestão de nutrientes mais verossímeis, uma vez que esses dados podem nortear políticas públicas em nutrição. Consideram ainda que é importante que dados de ingestão obtidos em diferentes estudos possam ser comparados, dessa forma devem utilizar a mesma base de dados de composição química de alimentos brasileira, caso da TBCA-AIN. Para que a avaliação de nutrientes possa ser efetuada de forma eficaz é necessário promover a interoperabilidade entre os três bancos de dados (TBCA-AIN, INA/POF-IBGE e GloboDiet), para que possam se comunicar perfeitamente e permitir cálculos realmente compatíveis. É necessário também criar uma rotina de cálculo de receitas e preparações, que representam quase 50% das informações coletadas para que possam ser atualizadas/inseridas de forma sistemática. Para tanto é importante que isso seja realizado por profissional que conheça profundamente bancos de dados de composição de alimentos e de inquéritos alimentares, bem como a composição química de alimentos, a fim de minimizar o máximo possível discrepâncias decorrentes da análise dessas informações. (AU)

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