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Descimentos e reducciones indígenas no Oeste amazônico (1686-1757): processos de deslocamento e territorialização dos Omáguas, Yurimáguas, Aysuares, Ybanomas e Manaos

Processo: 17/14921-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Eduardo Natalino dos Santos
Beneficiário:Fernanda Aires Bombardi
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/04143-4 - Reducciones indígenas no Alto Amazonas (1686-1757): acordos, processos de deslocamento e territorialização dos omáguas, yurimáguas, aysuares e ybanomas, BE.EP.DR
Assunto(s):Indígenas   Missionários   Amazônia   História do Século XVIII

Resumo

Nesta pesquisa, pretendemos analisar as reducciones, realizadas por jesuítas ligados à Província de Quito, e os descimentos, conduzidos por carmelitas enviados pela Coroa Portuguesa, promovidos junto aos Omáguas, Yurimáguas, Aysuares, Ybanomas e Manaos, grupos indígenas habitantes da região compreendida pelos rios Napo e Negro, entre os anos de 1686-1757. Os focos analíticos incidem sobre três aspectos: os acordos que firmavam as bases para a redução ou descimento, as experiências de deslocamento e os processos de territorialização nas missões. Para tanto, será analisado um amplo conjunto de fontes de diversos agentes colonizadores, já parcialmente levantado em arquivos nacionais e estrangeiros. A historiografia que tratou de investigar essas práticas, o fez de modo tangenciado, raramente considerando-as como um objeto em si; ademais, tendeu a ressaltar somente pressões externas, conformadas em conjunturas de aumento da violência e exploração colonial, como os vetores que levaram os grupos nativos a aceitar deslocar-se para um espaço missionário. A partir da análise preliminar da documentação, defendo a hipótese de que elementos da cosmopolítica dos povos em análise, tais como formas de produção, ocupação e relação com o espaço, redes nativas de comércio e sociabilidade, bem como critérios e sentimentos de pertença e alteridade, também foram fundamentais para a tessitura dos acordos que antecediam os deslocamentos e para o processo de territorialização nos espaços missionários. Nesse sentido, acredito na existência de uma tensão dialética estruturante entre negociação e violência que, a depender da conjuntura das disputas territoriais, dava o tom dos acordos em direção a negociações mais equilibradas ou a deslocamentos movidos por coerção e violência implícita. (AU)