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Valores do BERA em recém-nascidos e sua associação com deficiência latente de ferro intra-útero e TSH neonatal

Processo: 17/13026-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Carla Maria Ramos Germano
Beneficiário:Laura Carvalho Navarra
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Potenciais evocados auditivos do tronco encefálico   Hormônios tireóideos   Ferritinas   Deficiência de ferro   Recém-nascido   Pediatria

Resumo

Níveis hormonais e nutricionais adequados durante o desenvolvimento fetal e início da vida pós natal são fundamentais para o desenvolvimento adequado do sistema nervoso central. Trata-se de um período de alta sensibilidade a deleções de substratos necessários ao neurodesenvolvimento. Há evidências de que a deficiência de ferro e o hipotireoidismo congênito são fatores capazes de prejudicar a formação cognitiva e comportamental do sujeito afetado, principalmente quando não detectados e tratados precocemente. Em ambas as condições citadas, o desenvolvimento da função auditiva e a sua mielinização sofrem prejuízos que podem ser detectados precocemente através dos exames EOAE (Emissões Otoacústicas Evocadas) e BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry). O presente estudo pretende analisar a relação entre a deficiência latente de ferro no recém-nascido e os valores de TSH do exame do pezinho com a mielinização do nervo auditivo em RNs (avaliada pelos resultados do BERA), contribuindo também para o estudo epidemiológico local e o encaminhamento adequado às crianças com alterações auditivas detectadas. Esse estudo é transversal, quantitativo e será desenvolvido na Maternidade da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos, sobre amostra de conveniência. A previsão de coleta de dados do projeto é de 1200 RNs, objetivando uma população alvo de 60 RNs com deficiência latente de ferro. A coleta da amostra de sangue do cordão umbilical para determinação dos níveis de ferritina e do hematócrito será realizada logo após o nascimento. O hematócrito será mensurado, após centrifugação em tubo apropriado, sob condições padronizadas, através do método de Wintrobe et al. (1987). A dosagem de ferritina será realizada através de um ensaio enzimático imunométrico quimioluminescente de fase sólida (IMMULITE/IMMULITE 1000 FERRITIN - Siemens Healthcare Diagnostics UK). Os dados dos exames do hormônio estimulante da tiroide (TSH) serão coletados pelos resultados do exame do pezinho de cada recém-nascido, no setor municipal de vigilância epidemiológica. Os exames BERA e EOAT serão realizados pelo mesmo profissional que não terá acesso prévio aos resultados dos exames de sangue realizados, entre 01 e 28 dias pós-parto (período neonatal). A emissão otoacústica será realizada em modo triagem "passa ou falha" e o BERA será em modo diagnóstico. O BERA será medido usando um estímulo sonoro de 80 dBNA numa taxa de 27,7 clicks/segundo (PADRONIZAÇÃO DE HOOD - 1998). Os dados serão apresentados como média ± desvio padrão e o nível de significância adotado será de 5%. A significância estatística das diferenças entre as variáveis será determinada pelo teste T não paramétrico para comparação entre 2 variáveis e pelo teste do qui-quadrado para variáveis categóricas. O teste de Spearman será utilizado para avaliar o grau de correlação entre as variáveis. (AU)