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A igreja na rua: marchas e manifestações evangélicas e as configurações da esfera pública no Brasil

Processo: 17/14887-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Paula Montero
Beneficiário:Raquel Sant Ana da Silva
Instituição-sede: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/02497-5 - Religião, direito e secularismo: a reconfiguração do repertório cívico no Brasil Contemporâneo, AP.TEM
Assunto(s):Cidadania   Antropologia da religião   Evangélicos   Democracia

Resumo

Este projeto propõe uma estratégia de pesquisa para a compreensão das formas de apresentação pública assumidas pelos evangélicos nas últimas décadas e sua relação com as transformações que marcaram a construção da esfera pública no Brasil desde a Constituição de 1988, quando as discussões sobre diversidade, participação e cidadania passaram à ordem do dia. Proponho dar um passo adiante em relação ao foco na heterogeneidade interna dos evangélicos, priorizado por grande parte das pesquisas, mas que limita as possibilidades de compreensão das situações em que um imaginário comum de "evangélico" se torna operativo. Emprego o conceito de "paisagem", formulado por Arjun Appadurai, e utilizo a hipótese de que as ações públicas desses agentes religiosos - na mídia, em manifestações de rua, na atuação parlamentar etc - ao permitirem a circulação de repertórios evangélicos produzem "paisagens", marcadas pela lógica da "batalha espiritual". Planejo analisar as edições de São Paulo e Rio de Janeiro da Marcha para Jesus, evento que expressa performaticamente a batalha espiritual nas ruas, para analisar elementos constituidores dessas paisagens e vinculações. A partir da análise etnográfica desses eventos, a pesquisa procurará responder a perguntas como: Que repertórios circulam por essas paisagens e como? Quem os mobiliza? Que formas e performances o caracterizam? Qual o impacto da concepção de guerra espiritual, que não distingue as esferas da política e da religião, nas configurações mais gerais da esfera pública brasileira, uma vez que esta opera precisamente segundo essa separação, mas também sob o paradigma da diversidade?