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Papel dos transposons conjugativos da família ice SXT/R391 na mutagênese em isolados clínicos de Proteus mirabilis

Processo: 17/13710-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Rodrigo da Silva Galhardo
Beneficiário:Juliana Lumi Sato
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Proteus mirabilis   Mutagênese   Infecção hospitalar   Farmacorresistência bacteriana   Expressão gênica   Dano ao DNA

Resumo

Proteus mirabilis é uma bactéria causadora de infecções hospitalares associadas a cateteres (CAUTIs), sendo de alta relevância quando a cateterização se torna mais longa. Sendo esta bactéria naturalmente sensível à beta lactâmicos, o aparecimento de cepas resistentes sugeriu a existência de mecanismos de transferência horizontal de genes, o que levou à identificação dos elementos conjugativos integrativos (ICEs) da família SXT/R391, já bem descritos em Vibrio cholerae. Os ICEs são elementos genéticos móveis que controlam a sua própria excisão e integração no genoma dos organismos, e possuem regiões variáveis que permitem processos de recombinação, possibilitando o carregamento de genes de resistência. Além disso, foi visto que estes elementos carregam consigo genes relacionados aos mecanismos de reparo de DNA, como o operon rumAB, que codifica uma polimerase da família Y, que possui maior taxa de erro comparada às polimerases replicativas. Estudos prévios do nosso laboratório verificaram que a presença deste elemento não altera a taxa de mutação espontânea. Tendo isso como partida, a nossa hipótese foi de que a presença dos ICEs pode influenciar a mutagênese induzida por danos no DNA. Neste projeto, propomos uma caracterização da expressão dos genes rumAB frente a danos no DNA, e análise do seu papel na mutagênese, comparando as cepas portadoras e não portadoras do ICE quando expostas a agentes causadores de danos no DNA. (AU)