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Papel da microbiota intestinal relacionada à obesidade no transplante alogênico de pele experimental

Processo: 17/03248-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 16 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Beneficiário:Fernanda Fernandes Terra
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/06152-0 - Papel das mudanças na microbiota intestinal relacionadas a obesidade na rejeição ao enxerto de pele, BE.EP.MS
Assunto(s):Microbiota   Obesidade   Transplantes   Rejeição

Resumo

Apesar de intensa pesquisa, a rejeição ao transplante de órgãos continua a ser uma das principais complicações para os pacientes crônicos em estágios terminais. Embora os avanços nas técnicas cirúrgicas e no desenvolvimento de novas drogas imunossupressoras tenham promovido relativa diminuição da rejeição aguda, a persistência de altos índices de rejeição crônica revela a necessidade de estudos que busquem compreender os fatores contribuintes ao processo de rejeição, permitindo, assim, o aumento da sobrevida do enxerto e do paciente. A rejeição decorre essencialmente da respostas de células T alogênicas do receptor em razão do reconhecimento de antígenos do doador como não próprio. Nesse contexto, diversos trabalhos têm indicado a microbiota intestinal como um potencial modulador do sistema imune, bem como de respostas aloimunes. Dados previamente obtidos pelo nosso laboratório (ainda não publicados) indicam que a obesidade apresenta um papel negativo sobre a progressão da rejeição ao transplante alogênico de pele. Além disso, vêm aumentando as evidências de que a obesidade está também diretamente relacionada à disbiose intestinal, promovendo alteração da microbiota indígena. Dessa forma, nós postulamos a hipótese de que a microbiota relacionada à obesidade é um importante mecanismo agravante para a rejeição alogênica. Portanto, nosso objetivo, é distinguir o papel da disbiose intestinal e obesidade na rejeição alogênica. Pretendemos atender este objetivo associando enterotipos específicos relacionados à obesidade com a evolução da rejeição utilizando a análise do microbioma e ensaios de ativação celular e imunofenotipagem em modelos experimentais de transplante de pele, de transferência, depleção e modulação da microbiota e de obesidade. Este trabalho deve elucidar o papel da obesidade e disbiose intestinal associada a essa condição na rejeição alogênica ao transplante de pele e, potencialmente, indicar enterotipos específicos associados com pior prognóstico da doença. Como consequência, o trabalho apresenta o potencial de identificar novos marcadores da progressão da doença e, possivelmente, indicar medidas terapêuticas para reduzir os índices de rejeição alogênica.