| Processo: | 17/02314-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica |
| Pesquisador responsável: | Lúcia Helena Faccioli |
| Beneficiário: | Mouzarllem Barros dos Reis |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/07125-6 - Novos aspectos funcionais dos eicosanóides, AP.TEM |
| Assunto(s): | Choque cardiogênico Envenenamento Eicosanoides Inflamassomos Imunotoxicologia Venenos de origem animal Tityus serrulatus |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | choque cardiogênico | eicosanóides | envenenamento | escorpião | inflamassoma | Peçonha | Toxicologia e Imunologia |
Resumo Existem cerca de 1500 espécies de escorpião na natureza, e destas, cerca de 50 possuem peçonha tóxica para humanos. O envenenamento pelo escorpião causa sintomas locais como dor intensa e rubor, e pode induzir manifestações sistêmicas bastante relevantes. Dentre as manifestações clínicas mais importantes, destacam-se o edema pulmonar agudo e o choque cardiogênico, que podem levar a morte. No entanto, os mediadores e demais fatores responsáveis pelas manifestações cardiogênicas são pouco conhecidos. Nos últimos anos, temos estudado os mecanismos que levam a reação inflamatória e ao edema pulmonar no escorpionismo. Demonstramos que a peçonha do escorpião Tityus serrulatus (TsV) (espécie nativa do Brasil e presente em grandes centros urbanos) é reconhecida por receptores padrões da imunidade inata (PRRs). Mostramos recentemente que a inoculação intraperitoneal de TsV induz, nos pulmões, a liberação de prostaglandina E2 (PGE2), a qual induz a produção de IL-1² via mecanismo dependente dos receptores de PGE2 (EP2 e EP4), e da proução/ativação de cAMP, PKA e NF-º². A interação de IL-1² com seu receptor (IL-1R) induz edema e recrutamento de neutrófilos para os pulmões, e também medeia a mortalidade induzida pela peçonha. A ação da IL-1² também induz a produção de leucotrieno B4 (LTB4), e a interação deste com os receptores BLT1/2 diminui a produção de cAMP, controlando assim a inflamação induzida pelo TsV. Estes resultados sugerem que o balanço entre LTB4 e PGE2 determina a quantidade de IL-1 ² produzida via ativação do inflamassoma e, consequentemente, a intensidade das manifestações pulmonares e a taxa de mortalidade no envenenamento. Entretanto, os mecanismos que levam ao choque cardiogênico não são totalmente elucidados, mas sabe-se que citocinas pro-inflamatórias liberadas, aminas vasoativas e peptídeos trombogênicos da peçonha, agem nas artérias coronarianas e possivelmente nos cardiomiócitos, induzindo mecanismo semelhante ao que induz edema pulmonar no envenenamento por TsV. Neste projeto, iremos investigar inicialmente em células in vitro, e depois em camundongos, se a peçonha de escorpião, via indução de citocinas e eicosanóides, induz choque cardiogênico, pelos mesmos mecanismos descritos por nós e que levam ao edema pulmonar. Experimentos in vitro serão realizados para elucidar os mecanismos. Esperamos encontrar uma nova ferramenta que previna ou melhore as alterações cardíacas que ocorrem no escorpionismo. | |
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