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Estudo da origem e evolução dos mud belts da plataforma continental Sul e Sudeste do Brasil

Processo: 17/19505-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Geológica
Pesquisador responsável:Michel Michaelovitch de Mahiques
Beneficiário:Jorge Luiz dos Passos Nascimento
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/17763-2 - Mudbelts do Sul e Sudeste do Brasil: implicações sobre as influências antrópicas no ambiente marinho, AP.TEM
Assunto(s):Geofísica marinha   Sedimentologia   Plataforma continental   Região Sul   Região Sudeste   Brasil

Resumo

Margens continentais do tipo passiva são zonas potenciais a acumular grandes quantidades de sedimentos, ou depocentros, principalmente devido a sua larga extensão e variedade de processos costeiros e oceânicos. Em geral, a localização desses depósitos é controlada pelo nível de base de ondas, e refletem condições oceanográficas através da sua morfologia e padrões de estratigrafia interna, devido ao fato de que a distribuição e espalhamentos dos sedimentos depende do padrão de correntes geradas pelo vento e padrão de circulação oceânica, nível relativo do mar, aporte sedimentar e distância entre o centro deposicional e a fonte de sedimentos. Nesses sentidos, a plataforma continental Sul e Sudeste do Brasil tem revelado diferentes tipos de depósitos, na forma de depocentros lamosos, que podem se expressar na forma de cinturões lamosos, mud belts, que ocorrem sobre a plataforma média e eventualmente sobre a plataforma externa, onde estão possivelmente sob influência do padrão meandrante da corrente do Brasil. Esses depósitos são um importante foco para entendimento e reconstrução de paleo-processos Holocênicos. Sobretudo, alguns desses depósitos sugerem estar sob atuação de processos sedimentares nos dias de hoje, apontando para o impacto de atividades antrópicas sobre a composição do sedimento, como de poluentes orgânicos persistentes e metais pesados, e essa acumulação pode retornar a coluna d'água com futuras mudanças das condições oceanográficas. A compreensão da morfologia e da arquitetura sismo-estratigráfica desses depósitos da costa Sul e Sudeste brasileira são uma lacuna de conhecimento a ser preenchida e apontam para uma série de implicações e questões científicas. (AU)