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Avaliação do comportamento biológico da combinação dos materiais poli (ácido láctico-co-glicólico) e poliisopreno (Cellprene®) em defeitos críticos de calvária de ratos

Processo: 17/16699-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Pesquisador responsável:Rosemary Adriana Chierici Marcantonio
Beneficiário:Isabella Fernanda dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Enxerto ósseo   Blendas   Biomateriais   Tecidos suporte   Modelos animais

Resumo

Os estudos com engenharia tecidual tem proposto 3 abordagens para a busca de desenvolvimento de novo tecido ou órgão: células e substitutos celulares; indução de fatores de crescimento tecidual e cultivo de células em scaffolds, sendo que esta tem sido a mais utilizada, que consiste no semeio de células em matrizes de biomateriais. Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul tem desenvolvido um biomaterial a base de fibras de blenda polimérica a partir de Poli (Ácido Láctico-co-Glicólico) e Poliisopreno (Cellprene®) onde apresentou bons resultados de biocompatibilidade. Este material é uma blenda entre PLGA e o cis-1,4-Poliisopreno(PI), que recebeu o nome de Cellprene. Estudo de Marques, 2011 demonstrou em cultura celular que a blenda mostrou-se não citotóxica para ensaios conduzidos com hepatocarcinomas da linhagem HepG2. Em 2013, o mesmo autor, avaliou a resposta tecidual da utilização do Cellprene em forma de stent espiral, que foi colocado em traqueias de coelhos, onde os resultados demonstraram a formação discreta de fibrose na extremidade proximal do stent. Baseado nos resultados mecânicos, in vitro e in vivo deste biomaterial e a ausência de estudos que demonstrem a capacidade e/ou interferência na formação de novo tecido ósseo, o objetivo deste estudo é avaliar a resposta da neoformação óssea em defeitos críticos em calvárias de ratos utilizando scaffolds de fibras de blenda polimérica a partir de Poli (Ácido Láctico-co-Glicólico) e Poliisopreno (Cellprene®). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal da Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP. Neste estudo serão utilizados 36 ratos (Rattus Norvegicus), variação albinus, Holtzman, adultos provenientes do Biotério da Faculdade de Odontologia de Araraquara (FOAr) - UNESP. Os animais serão submetidos à tricotomia na região da calota craniana. Em seguida, os tecidos serão divulsionados e confeccionados defeitos ósseos circulares bilaterais com 6 mm de diâmetro Os animais serão divididos em 3 grupos: Grupo colágeno - scaffolds de colágeno (Bio-Gide, da empresa Geistlich Pharma Ag - Biomaterials), Grupo Poli - scaffolds de fibras de blenda polimérica a partir de Poli (Ácido Láctico-co-Glicólico - Cellprene®), Grupo controle - defeito sem colocação de biomaterial. Cada grupo será avaliado em 4 períodos experimentais (7, 15, 30 e 60 dias). Após os períodos correspondentes os animais serão sacrificados e as peças passarão por tramitação laboratorial de rotina e inclusão em parafina. Serão obtidos cortes semi-seriados de 6 µm de espessura e corados pela técnica de hematoxilina e eosina para análise histológica e histométrica. A análise histológica irá avaliar contorno geral do defeito criado, assim como suas bordas e delimitações, alterações na matriz orgânica do tecido ósseo, regiões de necrose, mudanças na morfologia de células dos espaços medulares subjacentes ao sítio de tratamento e a presença ou ausência de resposta tecidual, observando possível regeneração óssea, presença de células gigantes, osteoclastos, osteoblastos e células características de processo inflamatório. (AU)

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