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Otimização da infecção de Amblyomma sculptum por Rickettsia rickettsii

Processo: 17/22565-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Andréa Cristina Fogaça
Beneficiário:Lucas Godoi Almeida
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/26450-2 - Caracterização molecular das interações entre carrapatos, riquétsias e hospedeiros vertebrados, AP.TEM
Assunto(s):Carrapatos   Amblyomma aureolatum   Amblyomma sculptum   Colônias de animais   Animais de laboratório   Vetores de doenças   Interferência de RNA   Expressão gênica

Resumo

A Febre Maculosa das Montanhas Rochosas (Rock Mountain Spotted Fever; RMSF) é a mais severa das riquetsioses transmitidas por carrapatos, apresentando altas taxas de letalidade. No Brasil, o agente etiológico da doença, Rickettsia rickettsii, é transmitido ao homem pelos carrapatos Amblyomma sculptum (uma espécie do complexo Amblyomma cajennense) e Amblyomma aureolatum. Apesar de ambas as espécies pertencerem ao mesmo gênero e serem importantes vetores de R. rickettsii, elas são distintas em relação à susceptibilidade à infecção. Enquanto 80 a 100% de carrapatos A. aureolatum de uma colônia de laboratório se infectam por infecções experimentais, apenas 10 a 60% de carrapatos A. sculptum se infectam. Nosso grupo de pesquisa analisou, previamente, os efeitos da infecção por R. rickettsii sobre o perfil de expressão gênica do intestino e das glândulas salivares dos carrapatos A. aureolatum e A. sculptum. O papel desempenhado por algumas proteínas foi determinado em ambos os modelos por RNA de interferência. Apesar de ser mais susceptível à infecção, propiciando a obtenção de mais exemplares de carrapatos infectados experimentalmente, A. aureolatum é bastante sensível às variações das condições ambientais, o que leva a consideráveis perdas de exemplares a cada fase do ciclo de vida. Além disso, a manutenção da colônia em laboratório envolve a experimentação com cães na fase adulta. Por outro lado, A. sculptum, apesar de refratário à infecção, é resistente e pode ser alimentado em coelhos durante todas as fases do seu ciclo de vida. O objetivo principal do presente projeto é de estabelecer, em laboratório, uma colônia de A. sculptum mais susceptível à infecção, propiciando a obtenção de um número elevado de carrapatos para os estudos funcionais. (AU)