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Desafios clínicos do desenvolvimento e validação tecnocientífica de equipamento vestível wearable para fototerapia

Processo: 17/16951-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Radiologia e Fotobiologia
Pesquisador responsável:Nathali Cordeiro Pinto
Beneficiário:Nathali Cordeiro Pinto
Empresa:Marcelo Victor Pires Sousa Desenvolvimento Tecnológico Fotomedicina - ME
Vinculado ao auxílio:16/50521-5 - Desenvolvimento e validação tecnocientífica de equipamento vestível wearable para fototerapia, AP.PIPE
Assunto(s):Fototerapia   Dor crônica   Terapia a laser de baixa intensidade   Desenvolvimento de software   Internet das coisas   Big data

Resumo

Dores crônicas acometem um terço da população mundial (2,5 bilhões de pessoas) e esse número tende a aumentar devido ao envelhecimento da população. Por isso, há uma crescente busca por terapias não medicamentosas. O estudo descrito nesse projeto levará a uma mudança de paradigma no tratamento de dores crônicas, pois, desenvolve um tratamento eficaz, sem efeitos adversos e possibilita a autogestão da dor. Embora a Terapia a Laser de Baixa Intensidade (TLBI) seja comprovada para inúmeras aplicações, atualmente ela é usada apenas em clínicas especializadas. O equipamento vestível, conectável à internet, emissor de luz fototerapêutica (doravante denominado Light-Aid) apresentado nesse projeto é uma forma inovadora e disruptiva para tratar dor crônica. Ele é o primeiro dispositivo para fototerapia que torna o tratamento acessível por possibilitar a utilização do dispositivo pelo próprio paciente. O paciente, após obter a prescrição e supervisão de profissionais de saúde, poderá realizar o tratamento em qualquer momento e local. Este diferencial existe por conta da solução de telemedicina obtida com a conexão do equipamento à internet (Internet of Things - IoT). Estamos desenvolvendo um software que armazena e analisa grande volume de dados (big data computing), como: 1) a situação da dor do paciente antes e após a fototerapia; 2) o tipo e local da dor; 3) características fisiológicas de cada paciente como gênero, idade, cor da pele; 4) os parâmetros ópticos utilizados em cada tratamento. Com esse banco de dados será possível reconhecer padrões que nos guiarão aos protocolos personalizados e assim cada paciente receberá uma dose de luz que leva em consideração características fisiológicas e do tipo de dor. Nossos objetivos para PIPE 2: 1) construir o produto final (pronto para mercado) do Light-aid; 2) finalizar o aplicativo que controla o Light-aid e o software que armazena e analisa os parâmetros da terapia e permitirá personalizar a Fototerapia; 3) obter e analisar os dados de, no mínimo, 10.000 tratamentos. Criar protocolos baseados nesses dados analisados; 4) validação do produto Light-aid em ensaios clínicos com hospitais, clínicas e centros de pesquisa parceiros. A primeira fase do projeto (PIPE 1) envolveu a criação de uma sequência de protótipos constituída por clusters de LED infravermelhos de superbrilho em uma matriz flexível controlados por uma placa programável e alimentados por uma fonte de energia externa. Na próxima etapa (PIPE 2), substituiremos a placa programável por uma Placa de Circuito Impresso (PCI) com as funcionalidades e modos de funcionamento ideais para um produto final. Por se tratar de um equipamento vestível, neste projeto serão necessários uma série de testes de usabilidade/aceitação pela experiência do usuário (conceito conhecido como User Experience - UX) que envolve pesquisa de materiais biocompatíveis. A validação do Light-Aid e do software em ensaios clínicos atenderá os pré-requisitos exigidos por ANVISA e FDA. Ao finalizarmos essa fase o Light-Aid (Hardware, Software e Firmware) será um produto pronto para produção em larga escala e ir para mercado atendendo aos requisitos tecnocientíficos para a aplicação pelo próprio paciente da TLBI personalizada. Esperamos que os ensaios clínicos com os protótipos do Light-Aid e do software tenham sido executados e que resultados satisfatórios sejam atingidos possibilitando a comercialização do produto, assim como a produção de artigos científicos, patentes, livros e bancos de dados de protocolos de fototerapia com o Light-Aid. (AU)