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Ativação de caspases inflamatórias na anemia falciforme: papel dos leucócitos e do meio circulante

Processo: 17/17878-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Vigência (Início): 10 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 09 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Nicola Amanda Conran Zorzetto
Beneficiário:Rafaela Mendonça Baggio
Supervisor no Exterior: Lisa Bouchier-Hayes
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Baylor College of Medicine, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:16/08729-8 - Investigação da formação de inflamassoma em pacientes com anemia falciforme, BP.DD
Assunto(s):Biologia celular

Resumo

A anemia falciforme (AF) é causada por uma mutação pontual no gene da beta globina, produzindo hemoglobina S anormal (HbS). Quando ocorre o processo de desoxigenação, a HbS polimeriza, levando com que o glóbulo vermelho fique em forma de foice e se rompa facilmente. Como resultado, a doença é caracterizada por anemia, hemólise intravascular e doença vaso-oclusiva, o que pode resultar em episódios dolorosos, bem como várias complicações agudas e crônicas. Atualmente, a única abordagem terapêutica disponível para o tratamento dos efeitos da AF é a hidroxiureia (HU, que modifica o processo da doença, melhora os parâmetros hematológicos e reduz a hospitalização e mortalidade. Grande parte da fisiopatologia da AF é causada por processos inflamatórios crônicos, possivelmente resultantes da liberação de padrões moleculares associados ao dano (DAMPs) dos glóbulos vermelhos e como resultado dos processos de isquemia/reperfusão. Os DAMPs podem ser reconhecidos por várias classes de PRR (receptores de reconhecimento padrão), incluindo os sensores intracelulares da família do NOD like receptor (NLR), os quais participam da formação do inflamassoma. Uma vez ativada, a proteína NLR recruta a proteína adaptadora do inflamassoma, ASC, que por sua vez interage com caspase-1, levando a sua dimerização e consequente ativação. Após a ativação do inflamassoma, a célula sofre um processo programado de morte celular necrótica e inflamatória, chamado de piroptosis, mediado pelas caspases inflamatórias (caspase-1, caspase-4 e caspase-5). Estas caspases parecem participar da formação e ativação do inflamassoma, no entanto, as metodologias utilizadas para detectar a ativação de caspases especificas mostraram ser pouco eficazes. Caspase BiFC é uma técnica baseada em imagens de células únicas em tempo real, que mede a ativação de caspase detectando a proximidade induzida de monômeros de caspases após o recrutamento para plataformas de ativação. Dada a dificuldade em determinar e identificar as atividades de caspases especificas em células e a necessidade de definir mecanismos pelos quais o processamento de IL-1 beta ocorre (seja por vias clássicas ou não-clássicas), este projeto visa investigar a capacidade do soro de pacientes AF para induzir a ativação de caspases especificas na presença de componentes do inflamassoma. Além disso, temos como objetivo identificar o papel dos neutrófilos de indivíduos AF na ativação dessas caspases.

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