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Papel do receptor de quimiocina CXCR3 na diferenciação, migração, ativação e funcionalidade dos Linfócitos T durante a infecção pelo Trypanosoma Cruzi

Processo: 17/21314-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Vigência (Início): 29 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 28 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Jose Ronnie Carvalho de Vasconcelos
Beneficiário:Camila Pontes Ferreira
Supervisor no Exterior: Ricardo Tostes Gazzinelli
Instituição-sede: Centro de Terapia Celular e Molecular. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Massachusetts Medical School (UMMS), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:15/08814-2 - Papel de integrinas e receptores de quimiocinas na migração de células T CD8+ específicas geradas pela imunização genética com ASP-2 de Trypanosoma cruzi, BP.DD
Assunto(s):Vacinas   Trypanosoma cruzi

Resumo

Os linfócitos T CD8+ exercem um importante papel no controle de infeções por patógenos intracelulares como Trypanosoma cruzi, agente causador da doença de Chagas. Esses linfócitos controlam a infecção por meio da liberação de IFN-g e pela eliminação das células alvo infectadas pela citotoxicidade direta. Para exercerem essas funções, os linfócitos precisam migrar para os tecidos infectados, estabelecer um contato estável com as células apresentadoras de antígenos e serem ativados por meio da interação do TCR com o complexo MHC-peptídeo e moléculas co-estimulatórias. As moléculas de quimiocinas são essenciais para a migração dos linfócitos T para os sítios de infecção. Além disso, atualmente tem sido reportado o papel dessas moléculas na ativação e diferenciação dos linfócitos T CD8+ durante infecções virais e bacterianas. No entanto, não está claro o papel dessas moléculas durante a infecção pelo T. cruzi. Interessantemente, a molécula de quimiocina CXCR3 é altamente expressa na superfície dos linfócitos T CD8+ durante a infecção por patógenos intracelulares, como T. cruzi. Estudos indicam que as quimiocinas são importantes para facilitar o encontro desses linfócitos com as células apresentadoras de antígenos no linfonodo, e consequentemente, na ativação e posterior diferenciação dos linfócitos. No entanto, ainda são escassos os trabalhos na literatura que descrevem exatamente como essa molécula interfere na ativação e função dessas células. Nossos resultados preliminares demonstraram que o bloqueio do CXCR3 tornam os camundongos da linhagem C57BL/6 suscetíveis à infecção pelo T. cruzi. Com isso, o objetivo desse projeto é avaliar o papel da quimiocina CXCR3 na diferenciação dos linfócitos T efetores e a funcionalidade desses linfócitos durante a infecção pelo T. cruzi. O conhecimento dos mecanismos envolvidos com a indução de células efetoras que darão origem as células de memória funcionais são de extrema importância para a geração de estratégias vacinais.

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