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Sobre literatos e generais: Elena Garro e as narrativas da Revolução Mexicana em disputa (1952-1968)

Processo: 17/19430-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:José Alves de Freitas Neto
Beneficiário:Mariana Adami
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Memória coletiva   Revolução Mexicana   História do México   Literatura mexicana

Resumo

O presente projeto de pesquisa se propõe a fazer um estudo sobre a história mexicana entre as décadas de 1950 e 1960, com enfoque na análise dos usos da memória para a consolidação de um projeto de Estado e o estabelecimento de determinadas dinâmicas políticas que garantiram a permanência de um mesmo partido desde a formação de uma elite burocrática da Revolução Mexicana - passando pelo período em questão, até o ano 2000, quando perdeu as eleições para a oposição - versus o questionamento da história oficial como instrumento de hegemonia e legitimidade desta configuração política, feito pela escritora Elena Garro, que desempenhou importante papel ao, se utilizando da ficção, reconstruir narrativas ocultadas e trazer à luz personagens apagados do passado revolucionário, como é o caso do General Felipe Ángeles, cuja prisão e morte é relatada em sua peça de teatro, Felipe Ángeles. Assim, estabelecendo uma conexão entre História e Literatura, o trabalho pretende se debruçar sobre a obra de Garro para compreender os embates e disputas em torno do Estado mexicano na metade do século XX e o papel das representações e imagens do passado na argumentação e atuação dos sujeitos envolvidos. (AU)