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Avaliação da susceptibilidade de Anaplasma marginale a antimicrobianos utilizados no controle da Anaplasmose Bovina

Processo: 17/23199-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Sirlei Daffre
Beneficiário:Beatriz Iglesias Alonso
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/26450-2 - Caracterização molecular das interações entre carrapatos, riquétsias e hospedeiros vertebrados, AP.TEM
Assunto(s):Doenças dos bovinos   Carrapatos   Quimioprevenção   Anti-infecciosos   Anaplasma marginale   Farmacorresistência bacteriana

Resumo

A anaplasmose bovina, causada pela bactéria Gram-negativa Anaplasma marginale, é uma riquetsiose de abrangência mundial, sendo de grande importância econômica para o Brasil. A infecção por essa bactéria pode causar anemia, aborto e apresenta altas taxas de mortalidade em algumas localidades. No Brasil, os carrapatos R. microplus e R. annulatus são os vetores biológicos mais comuns. A. marginale é uma a-proteobactéria intracelular obrigatória, proliferando-se nos eritrócitos bovinos. No carrapato-vetor, a bactéria infecta inicialmente células epiteliais intestinais e depois atinge tecidos como as glândulas salivares. O controle da anaplasmose bovina é realizado principalmente pelo uso de acaricidas (combate ao vetor biológico) e antibióticos. A quimioprofilaxia e tratamento da doença clínica com antibióticos são os métodos de prevenção mais utilizados nas propriedades rurais. Dentre as drogas disponíveis, destacam-se a oxitetraciclina, dipropionato de imidocarb e enroflaxina, sendo a primeira a mais amplamente utilizada. O uso contínuo de antibióticos, muitas vezes em doses sub-terapêuticas, pode selecionar cepas resistentes de A. marginale. O objetivo principal do presente projeto de pesquisa é desenvolver um teste in vitro para averiguar a sensibilidade a antimicrobianos, inclusive de cepas resistentes. Durante o primeiro ano do projeto foram padronizadas as condições de infecção de eritrócitos pela cepa Jaboticabal de A. marginale. No entanto, verificou-se um crescimento muito pequeno de A. marginale ao longo de 8 dias, inapropriado para avaliar a sensibilidade aos antimicrobianos. Assim, iniciamos o uso de células do carrapato Ixodes scapularis (ISE6) como célula hospedeira. A infecção de A. marginale em ISE6 se mostrou eficaz, obtendo-se um crescimento bacteriano de uma ordem de grandeza no quinto dia após infecção. Assim, células ISE6 serão utilizadas para o estabelecimento de um teste in vitro para averiguar a sensibilidade a antimicrobianos. (AU)