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Investigação do potencial do chá verde em induzir o browning in vitro em pré-adipócitos e no tecido adiposo subcutâneo de camundongos obesos nocaute para adiponectina

Processo: 17/10531-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Rosemari Otton
Beneficiário:Celso Pereira Batista Sousa Filho
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Adiponectina   Termogênese   Polifenóis   Metabolismo   Tecido adiposo   Obesidade   Camellia sinensis   Modelos animais

Resumo

A obesidade atualmente é um desafio para o sistema de saúde em todo o mundo, pois é fator de risco para inúmeras doenças com alta comorbidade. Associada ao sedentarismo e a um desbalanço alimentar pela ingestão de alimentos hipercalóricos e com teor de nutrientes reduzido, o número de pessoas com obesidade e sobrepeso vem aumentando nas últimas décadas. O grande depósito de gordura e de energia é o tecido adiposo (TA), que possui diversas características e atua como regulador da homeostase metabólica e da termogênese corporal. O TA pode ser classificado como tecido adiposo branco (TAB) e tecido adiposo marrom (TAM). As células do TAB possuem uma única gota lipídica, e seu citoplasma pouco visível, tem como função principal estocar energia na forma de triglicérides (lipogênese) e liberar seus estoques quando realiza a lipólise. O TAM é caracterizado pela presença de inúmeras gotículas lipídicas e expressão da proteína desacopladora de prótons 1 (UCP-1) cuja principal função é a termogênese sem tremor. Recentemente foi descoberta uma variação do TAB, denominado tecido adiposo bege/"brite". Os adipócitos desse tecido possuem características do TAM, pois expressam UCP-1 e realizam a termogênese com consequente gasto energético. O TAB subcutâneo sofre essa variação em bege por diferentes estímulos, dentre eles a exposição ao frio, a sinalização via receptores B3 adrenérgicos, num processo denominado de browning. A adiponectina é um importante meio para induzir o browning no TAB subcutâneo e dados do nosso grupo de pesquisa constatou que os níveis de adiponectina que estava reduzida no plasma de animais obesos foi restaurado após o tratamento com chá verde. Além disso, estudos do nosso laboratório avaliando a expressão gênica de alguns marcadores de browning no TA subcutâneo e da via termogênica do TAM de animais obesos tratados com chá verde, mostraram que o tratamento induziu o aumento da expressão de diversos genes marcadores termogênicos relacionados à mitocôndria e a oxidação de AG. Portanto, nós supomos que camundongos nocaute para adiponectina (AdipoKO) e alimentados com dieta hiperlipídica (HFD) e tratados com chá verde não aumentarão significativamente o TA bege, pois estes animais serão refratários aos efeitos do chá verde, já que as ações do chá verde, na nossa hipótese, são mediados pela adiponectina. Para a investigação dos mecanismos envolvidos nosso objetivo geral é averiguar in vivo o papel da adiponectina em camundongos nocaute para essa proteína (AdipoKO) expostos a uma HFD e tratados com chá verde. Para esse objetivo, os animais receberão HFD por 4 semanas e após esse período iniciaremos a gavagem com extrato de chá verde (500 mg/kg) por 12 semanas em adição à dieta hiperlipídica. Posteriormente os animais serão eutanasiados para obtenção do TAB subcutaneo. O RNA total do TABsc será extraído através do uso do tri-reagente e subsequente realização de PCR em tempo real (Reação em Cadeia da Polimerase) para avaliação dos genes marcadores de browning (UCP1, PGC1-±, Sirt1, CD36, receptores B3, Dio2, PRDM16, Cidea, TMEM-26, tirosina hidroxilase (TH), GLUT4, Fas, ACC, PPAR g e ±); e in vitro avaliaremos o efeito dos polifenóis do chá verde sobre a diferenciação e a identidade de adipócitos 3T3F442A. Através desse estudo pretendemos contribuir para a compreensão do papel da adiponectina no TA subcutâneo e o crucial papel do chá verde no combate a obesidade. (AU)