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Dimensões internas nasais de crianças com fissura labiopalatina e deficiência maxilar: validação da técnica de rinometria acústica por meio da tomografia computadorizada de feixe cônico

Processo: 17/12789-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Ivy Kiemle Trindade Suedam
Beneficiário:Caroline Akemi Hassegawa
Instituição-sede: Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Rinometria acústica   Fissura palatina   Fenda labial   Cavidade nasal   Tomografia   Fisiologia   Crianças

Resumo

As fissuras labiopalatinas (FLP) constituem a malformação congênita de maior prevalência na espécie humana. O fechamento cirúrgico do lábio e do palato, que visa restaurar a forma e a função, paradoxalmente, impacta negativamente sobre o crescimento maxilar e, consequentemente, sobre a morfofisiologia nasal, levando a deformidades como desvio de septo e hipertrofia das conchas nasais. Estas alterações reduzem as dimensões internas da cavidade nasal e aumentam a resistência ao fluxo aéreo respiratório. Estudo prévio (FAPESP 2015/20906-0) demonstrou, por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), que as dimensões internas nasais de indivíduos com FLP estão reduzidas em relação às dos indivíduos sem FLP, sugerindo uma maior resistência no fluxo aéreo nasal nesta população. A avaliação das vias aéreas por meio da TCFC envolve, entretanto, a emissão de radiação ionizante ao paciente, inviabilizando seu uso inadvertido na prática clínica diária. Aí reside a grande vantagem da rinometria acústica, que permite a avaliação pré e pós-tratamento, sem causar riscos à saúde do paciente, de forma indolor e não invasiva. Contudo, apesar de amplamente utilizada, é de nosso conhecimento que a técnica de rinometria nunca foi validada por meio da comparação com a tomografia computadorizada, considerada o padrão-ouro para avaliação dos volumes internos nasais. Assim, o objetivo do presente estudo será analisar a geometria da cavidade nasal de crianças com FLP e com deficiência maxilar por meio de dois métodos: a tomografia computadorizada de feixe cônico, padrão-ouro, e a rinometria acústica, e compará-las. Para tanto, serão avaliados, de maneira transversal prospectiva, os exames de TCFC e de rinometria acústica, previamente obtidos para fins de planejamento ortodôntico, de 20 crianças com FLP e com atresia maxilar. Por meio do software Dolphin Imaging 11.8 a cavidade nasal será reconstruída e serão obtidos os volumes internos nasais. É nossa hipótese que a rinometria tem a mesma capacidade de oferecer informações fidedignas sobre as dimensões da cavidade nasal como a tomografia computadorizada. (AU)