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A vergonha nos diálogos de Platão

Processo: 17/18451-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Roberto Bolzani Filho
Beneficiário:Luiz Eduardo Gonçalves Oliveira Freitas
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/05317-8 - Teorias da causalidade e ação humana na filosofia grega antiga, AP.TEM
Assunto(s):Vergonha   Filosofia antiga   Emoções   Platão   Psicologia moral

Resumo

Este projeto tem como objetivo analisar a visão platônica sobre o fenômeno da vergonha. As ocasiões em que a vergonha é explicitamente discutida nos diálogos são raras; suas definições, pelo menos em comparação às discussões definicionais sobre as virtudes, são consideravelmente opacas. Caso adotemos o célebre modelo de tripartição da alma da República, a vergonha, em meio às demais emoções, exerce mero papel intermediário. No entanto, em diversas ocasiões ao longo dos diálogos, como no proeminente caso do Górgias, o apelo à vergonha faz-se crucial para o funcionamento dos argumentos de Sócrates. A hipótese subjacente a este projeto é a de que Platão enxerga e defende um papel ético e filosófico da vergonha enquanto fenômeno psicológico, que se expressa não só através das doutrinas enunciadas por Sócrates, mas na própria composição dos diálogos. Para investigar a nossa hipótese, três processos devem ser realizados concomitantemente: (i) analisar os momentos em que Platão utiliza a vergonha como recurso filosófico nas discussões dos diálogos; (ii) precisar o seu papel conceitual em relação à localização do thumos no sistema da psicologia moral platônica e (iii) considerar possíveis mudanças ao longo do corpus em relação a i e ii.