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Cicloativismo e a disputa pelo espaço urbano em São Paulo

Processo: 17/11198-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Planejamento Urbano e Regional
Pesquisador responsável:Raquel Rolnik
Beneficiário:Letícia Lindenberg Lemos
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Política urbana   Movimentos sociais   Espaço urbano   Segregação urbana

Resumo

A cidade de São Paulo passou nos últimos anos por um processo intenso de implantação de infraestrutura para circulação de bicicletas, no qual a mobilização da sociedade civil parece ter tido um papel fundamental. Nas duas últimas gestões municipais a atuação de parte da sociedade civil com demandas por políticas de inclusão da bicicleta no sistema de mobilidade urbana - cicloativistas - se ampliou, com ação nas redes virtuais, na rua e nos espaços institucionais de diálogo com o poder público. Esses atores, por sua vez, parecem ter estabelecido uma sinergia com um ativismo mais amplo: a luta por um uso comum e não privatizado dos espaços públicos da cidade. Este projeto de pesquisa propõe refletir sobre a ação dos cicloativistas em São Paulo, tendo como hipótese central que esta contribuiu para viabilizar a implantação de infraestrutura para circulação de bicicleta, tendo pautado a ação do poder público através de um 'repertório de interação' com o Estado (Abers et al., 2014). Propõe-se com esta pesquisa explorar a disputa pelo espaço urbano e a construção das políticas cicloviárias no município de São Paulo, particularmente nos últimos dez anos, a partir da atuação dos cicloativistas. Busca-se demonstrar que a implantação de infraestrutura cicloviária no território foi pautada e viabilizada através da pressão e apoio de atores sociedade civil. Pretende-se também iluminar o debate sobre as especificidades das condições de ação e de inserção política desses atores na política. Por fim, propõe-se investigar o impacto desta atuação no território, frente a processos correntes de segregação socioespacial na escala macro e micro, assim como na disputa de um espaço urbano que historicamente tem sido vinculada ao uso do automóvel de forma hegemônica.