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Hipertrofia muscular: variáveis do treinamento de força versus individualidade biológica humana

Processo: 17/05331-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Cleiton Augusto Libardi
Beneficiário:Vitor Angleri
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Treinamento de força

Resumo

O treinamento de força (TF) é amplamente recomendado para promover a saúde de várias populações. Contudo, vários aspectos envolvidos no TF e os mecanismos que são afetados não são bem compreendidos, impedindo a prescrição do TF que permita otimizar/maximizar os ganhos de massa muscular (i.e., hipertrofia muscular). Nesse sentido, embora seja sugerido que a manipulação adequada das variáveis do TF como carga (intensidade), número de séries e repetições (volume), tipo de contração (e.g., contrações concêntricas ou excêntricas), intervalos de descanso, pode maximizar/otimizar a hipertrofia muscular, ainda não se sabe se a variabilidade da hipertrofia muscular entre os indivíduos é decorrente da forma que essas variáveis do TF foram manipuladas ou se são devido a variabilidade biológica humana, independente da forma em que o TF é realizado. Para isso, propomos 10 semanas de TF unilateral realizado por indivíduos treinados para analisar a responsividade individual biológica do TF até a falha muscular em duas condições: 1) TF realizado de forma constante (TF-CON) - perna 1 (n=20); 2) TF com variação da carga (kg), séries, repetições, tipo de contração e intervalo de descanso (TF-VAR) - perna 2 (n=20). Analisaremos por meio de biópsias musculares a ASTf e quantidade de células satélites (análises histoquímicas) e expressão de genes (por PCR em tempo real) relacionados com a hipertrofia. Nossos objetivos são: 1) comparar o efeito do TF realizado até a falha muscular com variação (TF-VAR) das variáveis do TF, com um protocolo de TF também realizado até a falha, mas sem variação (TF-CON), na ASTf das fibras tipo I e II; 2) comparar a resposta intra-sujeito de uma perna executando o TF-VAR com a outra perna realizando o TF-CON; e 3) Verificar se a variabilidade biológica individual pode ser explicada pelas mudanças no conteúdo de células satélites e expressão genica de MGF e MRFs (fator miogênico 5 [Myf-5] e fator determinante miogênico [MyoD], Myf-6, miogenina e MRF4). Hipotetizamos que: 1) não haverá diferença na hipertrofia das fibras tipo I e II entre o TF-VAR e o TF-CON; 2) a magnitude da hipertrofia muscular estará mais relacionada a individualidade biológica que a forma em que o TF é realizado; e 3) o conteúdo de células satélites, número de mionúcleos e a expressão de MGF serão mais aumentados nos indivíduos que apresentarem maior hipertrofia muscular, independente do protocolo de treinamento realizado.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DAMAS, FELIPE; ANGLERI, VITOR; PHILLIPS, STUART M.; WITARD, OLIVER C.; UGRINOWITSCH, CARLOS; SANTANIELO, NATALIA; SOLIGON, SAMUEL D.; COSTA, LUIZ A. R.; LIXANDRAO, MANOEL E.; CONCEICAO, MIGUEL S.; LIBARDI, CLEITON A. Myofibrillar protein synthesis and muscle hypertrophy individualized responses to systematically changing resistance training variables in trained young men. Journal of Applied Physiology, v. 127, n. 3, p. 806-815, SEP 2019. Citações Web of Science: 0.

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