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Investigação da participação do baço na via anti-inflamatória colinérgica durante o processo de cicatrização de feridas em camundongos

Processo: 17/12025-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Hosana Gomes Rodrigues
Beneficiário:Renato da Silva Cardoso
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/06810-4 - Mecanismos de ação dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 no processo de reparo tecidual: enfoque neuro-imunológico, AP.JP
Assunto(s):Nervo vago   Acetilcolina   Linfócitos   Pele   Baço   Cicatrização   Fisiologia da pele

Resumo

A pele, o maior órgão do corpo humano, é tida como a principal e primeira barreira de proteção do organismo contra agentes externos e, por isso, está sujeita a constantes agressões, tornando sua capacidade de reparação muito importante não apenas para a manutenção da homeostase local do tecido, como também, para a sobrevivência do organismo. A cicatrização de feridas é um processo fisiológico dividido em 3 fases sobrepostas e concomitantes: inflamação, proliferação e maturação. Considerando que a resposta inflamatória compreende a primeira fase deste processo, mecanismos de controle da inflamação podem afetar o processo de cicatrização. Nos últimos anos tem sido descrito que o sistema nervoso central, através do nervo vago, pode controlar a resposta inflamatória. Entretanto, ainda não está claro como este controle se dá em tecidos não inervados pelo nervo vago, como a pele. Uma das hipóteses é que isso ocorreria através da participação do baço. Neste sentido, tomando como base resultados já descritos na literatura, os quais, sugerem a possível essencialidade do baço na via anti-inflamatória colinérgica durante a neuromodulação de processos inflamatórios; no presente estudo, buscamos determinar a participação do baço na via anti-inflamatória colinérgica, durante o processo de cicatrização de feridas em camundongos. Para tanto, induziremos feridas na região dorsal de camundongos C57black/6 machos e os mesmos serão divididos em 6 grupos: (0) 0 horas; (1d) 1dia; (3d) 3 dias; (7d) 7 dias; (10d) 10 dias e (21d) 21 dias, que correspondem aos tempos após a realização das feridas nos quais os animais serão eutanasiados e seus baços serão coletados. Após estes procedimentos, os baços serão homogeneizados e a produção de citocinas será avaliada por ELISA, bem como, a fenotipagem celular e a expressão de determinados receptores celulares no baço serão avaliadas por citometria de fluxo. Além destes, camundongos C57black/6 machos serão divididos em 2 outros grupos: (C) controle animais que receberão injeção intraperitoneal (ip) de PBS ou PNU 282987, um agonista específico do receptor ±-7 nicotínico (receptor responsável pela ativação da via), os quais terão seus baços coletados após 1 e 3 dias para a quantificação de citocinas, também, pela metodologia de ELISA. Os dados serão analisados por ANOVA e pós-teste de Tukey. (AU)