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Efeito agudo da estimulação periférica mecânica automática na cinemática da marcha e função em indivíduos com Doença de Parkinson

Processo: 17/08232-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Nise Ribeiro Marques
Beneficiário:Marina Hiromi Kuroda
Instituição-sede: Centro de Ciências da Saúde. Universidade do Sagrado Coração (USC). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Parkinson   Cinemática   Controle postural   Biomecânica   Eletromiografia

Resumo

Com o aumento da expectativa de vida, aumenta-se a prevalência de doenças crônicas neurodegenerativas. Entre essas doenças a segunda mais prevalente é a doença de Parkinson. A doença de Parkinson é uma afecção crônica e progressiva do sistema nervoso, que leva a morte de neurônios produtores de dopamina. Entre os sintomas da doença de Parkinson estão a rigidez, instabilidade postural, acinesia, bradicinesia e tremor, além de alterações na marcha. Entre as alterações na marcha estão a redução do comprimento de passo e de velocidade; e a presença de freezing (congelamento), que leva a uma redução na mobilidade e qualidade de vida, bem como, aumento no risco de quedas. A estimulação periférica mecânica automática (EPMA) foi desenvolvida para realizar estímulos sensoriais por meio de suportes bilaterais nos pés em áreas específicas (base do primeiro metatarso e cabeça do hálux). Sugere-se que esse mecanismo seja efetivo para reduzir o freezing na marcha, reduzir a lentidão de movimentos (bradicinesia) e promover estabilidade postural. Contudo, ainda não é claro a capacidade desta intervenção em reeducar a marcha do idoso com doença de Parkinson. Objetivo: Analisar o efeito de uma sessão de EPMA no controle postural, na cinemática da marcha e no desempenho funcional em indivíduos com doença de Parkinson. Método: O presente estudo trata-se de um ensaio clínico randomizado cruzado duplo cego. Serão recrutados 30 participantes com diagnóstico clínico de doença de Parkinson, sem histórico de neuropatia periférica e outras doenças neurológicas degenerativas ou não. A coleta de dados será realizada em duas visitas ao ambiente de coleta, separadas por um intervalo de pelo menos 72 horas entre cada visita. Serão utilizadas as escalas: escala de Hoehn e Yahr e escala unificada de avaliação da doença de Parkinson (UPDRS); Short Physical Performance Battery (SPPB); e o teste: Timed Upand Go (TUG) e o Miniexame de estado mental; sendo aplicadas antes e depois da intervenção. Será realizada a avaliação da marcha, através de foot switches localizados no calcâneo e base do hálux para determinação das fases da marcha. Com o auxílio do acelerômetro fixado no processo espinhoso em L5, será realizado a avaliação do controle postural. A intervenção será por meio do EPMA e placebo. A cinemática será avaliada pelos parâmetros: velocidade da marcha, comprimento da passada, tempo de apoio, balanço, apoio simples, duplo apoio e passada, bem como, será calculada a variabilidade desses parâmetros por meio da média do desvio padrão. Além disso, o deslocamento total médio-lateral do centro de gravidade será calculado. (AU)