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Contribuições dos povos indígenas para a agrobiodiversidade: o "estado da arte" e um estudo de caso entre os Krahô (to)

Processo: 17/13154-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2017
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Maria Manuela Ligeti Carneiro da Cunha
Beneficiário:Ana Gabriela Morim de Lima
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/13061-1 - Agrobiodiversidade e saberes autóctones: a contribuição dos povos ameríndios e um estudo etnográfico entre os Krahô (Tocantins, Brasil), BE.EP.PD

Resumo

Diante dos desafios socioambientais atuais, este projeto tem por objetivo geral investigar os conhecimentos e as práticas indígenas que contribuem para a produção e a conservação da agrobiodiversidade, atentando para as dinâmicas biológicas, históricas e socioculturais específicas que levam ao incremento e/ou à perda da agrobiodiversidade local. A pesquisa articula duas dimensões: (i) uma ampla revisão da bibliografia especializada acerca da contribuição indígena para a agrobiodiversidade; (ii) um estudo de caso específico, baseado na continuidade e aprofundamento da pesquisa realizada entre os Krahô, povo indígena originário do Cerrado. As pesquisas bibliográfica e de campo têm como foco o manejo tradicional da roça (técnicas de cultivo, seleção e conservação de sementes, incorporação de novas variedades, papel dos polinizadores, manejo com fogo, etc.); seus esquemas conceituais e cosmológicos (mitos, rituais, cantos, calendários sazonal e agrícola, etc.); as redes de troca e circulação das sementes e transmissão dos conhecimentos associados. As práticas e concepções indígenas revelam um modo radicalmente distinto de pensar a relação com o ambiente e com os outros seres que nele habitam, entre aquilo que se convencionalizou chamar de "natureza" e "cultura". Neste sentido, uma problemática que perpassa a pesquisa refere-se às potencialidades e aos desafios do diálogo entre saberes locais e científicos, às possibilidades de mediação e aos equívocos que emergem diante de suas diferenças. Busca-se ainda contribuir para o debate interdisciplinar e para a pesquisa intercultural no âmbito de diferentes projetos ligados à gestão e à conservação da biodiversidade no Brasil.