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Territorialidades e modos de vida à margem do Rio Xingu: uma investigação sobre as populações ribeirinhas e os impactos da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no estado do Pará, Amazônia Brasileira

Processo: 17/21296-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 19 de março de 2018
Vigência (Término): 06 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Emilio Federico Moran
Beneficiário:Maíra Borges Fainguelernt
Supervisor no Exterior: Fabio de Castro
Instituição-sede: Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Centre for Latin American Research and Documentation (CEDLA), Holanda  
Vinculado à bolsa:15/08842-6 - Transformações socioespaciais na Amazônia Brasileira: um estudo de caso dos territórios das populações ribeirinhas atingidas pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, BP.DR
Assunto(s):Geografia   Reserva extrativista   Povos ribeirinhos   Usinas hidrelétricas

Resumo

A Amazônia brasileira possui uma rica diversidade cultural e ecológica evidente em três reservas extrativistas (Resex) no estado do Pará que estão localizadas em uma área prioritária de conservação, conhecida como "Terra do Meio". Estas Resex não foram consideradas como "atingidas" pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA) durante o processo de licenciamento ambiental da usina Hidrelétrica de Belo Monte, porem recentes pesquisas sugerem o contrário. Pretendo destacar os impactos que Belo Monte teve sobre as populações ribeirinhas que residem nessas reservas. Dessa forma, minha pesquisa mostrará como essas reservas extrativistas buscaram lidar com esses impactos sociais e ambientais ocasionados pela usina. A intenção principal do estudo de caso é encontrar soluções locais para reduzir os impactos culturais, sociais, econômicos e ecológicos que grandes usinas hidrelétricas têm na região amazônica. Uma vez que tais barragens são de natureza controversa, os resultados do estudo ajudarão a superar as lacunas no conhecimento cientifico sobre esses grupos sociais que foram amplamente ignorados ao longo da história. A análise apresenta a identidade coletiva assumida por pessoas em diferentes territórios, que merecem atenção de políticas específicas que sejam capazes de manter a autonomia, a territorialidade e os modos de vida de cada grupo. (AU)