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Proteômica aplicada à investigação de possíveis biomarcadores renais em ratos hipertensos e diabéticos tipo 1

Processo: 17/16231-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Pedro de Magalhães Padilha
Beneficiário:Janaína Macedo da Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Diabetes mellitus   Hipertensão   Nefropatias diabéticas   Proteômica

Resumo

O cenário mundial está alarmante quanto à incidência do diabetes mellitus, atualmente estima-se que existam 382 milhões de pessoas no mundo com essa patologia, e que até 2035 este número deva atingir 471 milhões. O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é um distúrbio endócrino-metabólico crônico, caracterizado pela destruição total ou parcial das células beta das ilhotas de Langerhans pancreáticas, tendo uma incidência de aproximadamente 0,5 novo caso ao ano para cada 100.000 habitantes, acometendo principalmente crianças e adolescentes. Dentre as complicações secundárias desencadeadas pelo DM1, tem-se a hipertensão arterial, sendo ambas classificadas como doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), ocasionando considerável perda da qualidade de vida e elevados gastos com medicamentos. Tendo em vista a problemática envolvida, este trabalho tem como objetivo otimizar estratégias para fracionar proteoma e identificar as proteínas diferentemente expressas no tecido renal de ratos hipertensos e acometidos com DM1. Sendo assim, tem-se como desafio o preparo adequado dos grupos de amostragem, bem como a manipulação correta das amostras biológicas, a fim de se obter resultados cientificamente satisfatórios ao final do projeto. Para tal feito, serão utilizados 20 ratos, (±250g) distribuídos nos grupos experimentais (n=5): C = controle normal; CD = controle diabético, H = controle hipertenso (SHR) e DH= SHR diabéticos. O DM1 será induzido com estreptozotocina (45 mg kg-1 corporal; i.p.). Após o período experimental (37 dias) os animais serão anestesiados, eutanasiados e amostras do tecido renal serão coletadas. As próximas etapas serão as seguintes: otimização de estratégias de extração e precipitação da fração proteica, fracionamento do proteoma por eletroforese bidimensional (2D-PAGE) e identificação dos spots proteicos diferencialmente expressos em relação aos grupos experimentais por análise dos géis 2D PAGE. Os resultados obtidos na proposta de trabalho irão contribuir no estudo de caracterização por espectrometria de massa (ESI-MS/MS) de biomarcadores que auxiliem no entendimento da correlação entre a maior incidência de hipertensão em indivíduos acometidos com diabetes tipo 1. (AU)