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A formação profissional e moral do trabalhador pelo SENAI nas décadas de 1990 e 2000

Processo: 17/17243-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia
Pesquisador responsável:Débora Cristina Goulart
Beneficiário:Antônia Bruna da Silva Costa
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Indústrias   Reestruturação produtiva   Educação profissionalizante   Capacitação profissional

Resumo

O tema educação profissional torna-se cada vez mais recorrente no campo das pesquisas acadêmicas, tal fato decorre das transformações sofridas no sistema produtivo capitalista nas últimas décadas, assim como, das mudanças econômicas, políticas, culturais e sociais ocorridas no mundo contemporâneo. Todo o rearranjo no modo de produção capitalista seguindo-se do fenômeno da reestruturação produtiva implicou no mundo, e aqui no Brasil principalmente a partir da Era Vargas (1930-1945), numa grande necessidade de reformulação da formação e capacitação do trabalhador. Considerando então, o vasto campo de pesquisa sobre educação profissionalizante, no qual envolve todas as transformações do mundo do trabalho, e pensando nos modelos nacionais de formação profissional, ganha espaço uma importante instituição de formação profissional: o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI, que destaca-se como uma das principais agências de capacitação profissional do país, representante das perspectivas pedagógicas e da luta do empresariado no cenário educacional. Dentro deste contexto, essa pesquisa tem como objetivo geral abordar as mudanças no discurso do SENAI sobre o trabalhador, durante a década de 1990 e 2000. Analisando os aspectos morais e profissionais, examinando, portanto, o que permaneceu e o que se modificou no discurso sobre a formação profissional, assim como, entender a relação entre as políticas industriais e a proposta educacional da instituição. A tese norteadora é a de que as transformações nos processos produtivos impactaram mudanças estruturais no sistema educacional brasileiro, exigindo com isso, reformas importantes na estrutura de ensino profissional, sobretudo no projeto pedagógico do SENAI, a partir dos anos 1990. O contexto histórico nos revela um abandono ao padrão de profissional especializado, por uma força de trabalho mais flexível, ou seja, os velhos modelos de formação profissional são questionados e a partir daí, apresenta-se as reformas educacionais dos anos 1990, com os projetos pedagógicos industriais adequando-se cada vez mais as demandas do mercado. A relevância de uma análise crítica a respeito das mudanças ocorridas nos processos e discursos de formação profissional do SENAI, em virtude das reorganizações dos processos produtivos, justifica-se pelo fato de que o órgão possui grande influência nacional na formação e capacitação de jovens e adultos, que compõem a grande massa de trabalhadores da nossa indústria, deste modo, como se formou o operariado brasileiro durante estas últimas décadas, é um debate relevante e importante para se construir a partir da relação trabalho e educação. (AU)

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