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Sintomas de depressão, ansiedade, suporte social e familiar: mensuração e intervenção em grupos de idosos com Parkinson

Processo: 17/14719-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Pesquisador responsável:Hugo Ferrari Cardoso
Beneficiário:Helena Milaré Camargo
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Parkinson   Depressão   Ansiedade   Bem-estar social   Assistência à família   Assistência ao paciente

Resumo

A transição demográfica, fenômeno que ocorre na realidade brasileira desde o século XX, a companha intrinsecamente a transição epidemiológica: agora é o aumento do número de doenças crônicas e não-transmissíveis que predomina o quadro de saúde do país. Entre uma das doenças que cada vez mais têm-se tornado comum, a Doença de Parkinson está presente em, aproximadamente, 200 mil brasileiros. O Parkinson é uma doença neurodegenerativa, seus sintomas progridem com o passar do tempo. Apesar de não ter cura, um crescente número de tratamentos demonstra eficácia no que diz respeito ao retardo ou a estabilização mais prolongada de seus diversos efeitos. Os mais evidentes, conhecidos como os sinais clássicos da doença, são tremores, a rigidez corporal e facial e a lentidão de movimentos, e são estes os efeitos que mais comumente levam à procura e, assim, ao diagnóstico médico. Contudo, o Parkinson desencadeia outros sintomas que, por serem mais sutis, podem acabar influenciando negativamente o quadro do paciente, se não considerados durante o tratamento. Na literatura consta que os sintomas depressivos e ansiolíticos são os mais presentes nos idosos com a doença e que, dependendo da intensidade com que se apresentam, podem influenciar, também, no comportamento motor global da pessoa. Além disso, sabe-se que fatores sociais e subjetivos estão diretamente relacionados ao surgimento destes sintomas, o que aumenta a importância dos estudos que compreendam as variáveis familiares e de suporte social no acompanhamento de cada caso. A fim de explorar estas questões, o projeto pretende, por meio de encontros com pessoas com Parkinson, discutir e refletir sobre estes assuntos e, caso eles forem presentes, identificar a maneira como eles se manifestam. É possível que, durante o processo grupal, outros pontos relevantes sejam abordados pelos próprios participantes, e é ao fazer esse movimento de escuta sobre o outro que se pretende alcançar o objetivo da intervenção psicossocial proposta. (AU)