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Herland: A Terra das Mulheres (1915), de Charlotte Perkins Gilman, a tradição literária utópica e a influência da utopia feminista nos debates contemporâneos sobre a maternidade

Processo: 17/16998-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Estrangeiras Modernas
Pesquisador responsável:Ana Cláudia Romano Ribeiro
Beneficiário:Luísa Bérgami Fernandes
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Mulheres   Utopia   Feminismo   Machismo   Literatura inglesa   Discurso narrativo   Sistema social   Poder familiar

Resumo

O presente projeto propõe um estudo sobre o romance Herland, a terra das mulheres (1915), da escritora norte-americana Charlotte Perkins Gilman, à luz de sua relação com a tradição literária utópica e a influência do romance utópico-feminista nos debates contemporâneos sobre a maternidade. Se já no início do século XX o desejo por criar um espaço protagonizado por mulheres, ainda que fictício, era urgente, em nosso atual momento histórico essa urgência não perdeu em nada sua relevância e significado. Com o anseio de romper com a política hegemônica patriarcal e machista vigente à época, ao escrever Herland Gilman não só estabeleceu uma modelo fonte para as utopias feministas que surgiriam na década de 1970, como se tornou referência para os estudos de gênero e para a crítica feminista. Sendo assim, ressaltar a contribuição desta utopia feminista para o nosso atual momento histórico no que tange, em principal, os debates sobre a maternidade, é o objetivo desse projeto. Para tal, com base nas obras teóricas iniciais, as análises serão feitas a partir da análise literária do romance, de sua estrutura narrativa, mas também de suas premissas ideológicas, com ênfase na figura da mulher na ficção e, ainda, comparando-se o momento histórico da obra com o atual. Serão visitadas autoras feministas desde a primeira onda do feminismo até a contemporaneidade, cujas obras e pesquisas dialogam direta e/ou indiretamente com a temática da maternidade. São elas: Kate Millet, Betty Friedan, Juliet Mitchell, Shulamith Firestone, Verena Stolke, Mary Dietz, Chimamanda Ngozi Adiche, entre outras (os). (AU)