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Estrutura populacional e sensibilidade de Plasmopara viticola e Phakopsora euvitis a fungicidas no Brasil

Processo: 17/21412-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Lilian Amorim
Beneficiário:Ricardo Feliciano dos Santos
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/24003-9 - Epidemiologia, avaliação de danos e controle de doenças da videira, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):18/25596-7 - Caracterização molecular de Plasmopara viticola e Phakopsora meliosmae-myrianthae com diferentes níveis de sensibilidade a fungicidas QoI e DMI no Brasil, BE.EP.PD
Assunto(s):Fitopatologia   Estruturas genéticas   Videiras   Míldio   Ferrugem (doença de planta)   Controle químico   Fungicidas   Economia agrícola   Lucratividade

Resumo

O cultivo de videiras tem grande importância econômica no setor agrícola brasileiro. Na safra 2017, os vinhedos ocuparam 75.906 há produzindo 1,47 milhões de toneladas de uva. Deste montante, 83% dos vinhedos e 87% da produção estavam concentrados nos Estados de Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo (IBGE, 2017). Diversos fatores podem afetar o potencial de rendimento e longevidade das videiras, incluindo o ataque de patógenos. Dentre as doenças, o míldio (Plasmopara viticola) e a ferrugem (Phakopsora euvitis) têm destaque pelas perdas quantitativas e qualitativas que acarretam. Em um levantamento realizado na região de Jales-SP, foi observado que o número de aplicações de fungicidas tem sido excessivo, tanto em uvas europeias (Vitis vinifera) quanto em americanas (Vitis labrusca), com médias de 103 e 59 aplicações por safra, respectivamente (Costa et al., 2012). A excessiva frequência de pulverizações baseada em calendários fixos acarreta em aumento dos custos de produção e dos riscos de seleção de isolados patogênicos resistentes, colocando em risco a eficiência do controle químico. Os maiores riscos de ocorrência de resistência a fungicidas ocorrem para patógenos com curtos períodos de latência, alta taxa de esporulação e alta eficiência de disseminação, características apresentadas por P. viticola e P. euvitis. Também são mais elevados em fungicidas sítio-específicos, como inibidores de demetilação (DMI) e inibidores da quinona oxidase (QoI), amplamente utilizados na viticultura brasileira. Entretanto, até o presente momento, pouco se sabe sobre a sensibilidade de P. viticola e P. euvitis a fungicidas no País. O monitoramento da sensibilidade de isolados de P. viticola e P. euvitis aos fungicidas registrados para a cultura é essencial para definir os grupos de fungicidas que deverão ser utilizados no manejo das doenças anualmente. Estudos utilizando marcadores microssatélites mostram que isolados continuamente expostos a fungicidas desenvolvem diversas mutações no genoma que não ocorrem em isolados sem contato com o fungicida. O aumento da mutagênese pode conferir maior plasticidade à população do patógeno, e é possível que alguns isolados possam se adaptar a novos estresses ambientais tais como resistência a novas classes químicas de fungicida. Sendo assim, o objetivo principal deste projeto é caracterizar a sensibilidade de P. viticola a QoI, relacionando os diferentes níveis de sensibilidade com a estrutura genética populacional do patógeno, e avaliar a sensibilidade de P. euvitis a QoI e DMI no Brasil. (AU)