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Comparação de diferentes intensidades de treinamento muscular inspiratório sobre o controle autonômico cardiovascular de ciclistas: estudo clínico controlado e randomizado

Processo: 17/13402-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Aparecida Maria Catai
Beneficiário:Raphael Martins de Abreu
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/11123-0 - Análise inovadora do controle autonômico cardiovascular em ciclistas após diferentes intensidades de treinamento muscular inspiratório: estudo clínico controlado e aleatorizado, BE.EP.DD
Assunto(s):Estudo clínico   Ciclistas   Exercícios respiratórios   Frequência cardíaca   Pressão sanguínea   Sistema cardiovascular   Sistema nervoso autônomo   Fadiga muscular

Resumo

O treinamento muscular inspiratório (TMI) tem sido estudado como um método não convencional para melhorar o desempenho de atletas, devido sua contribuição para redução da dispneia e da fadiga muscular periférica, os quais são os principais limitantes da prática esportiva. Entretanto, pouco se sabe sobre os efeitos do TMI sobre o controle autonômico cardiovascular, bem como, sobre a sensibilidade barorreflexa (SBR), que são fatores determinantes para a manutenção da homeostase cardiovascular e responsáveis pelo controle da frequência cardíaca e da pressão arterial, tanto em repouso, quanto durante a prática esportiva. O controle autonômico pode ser avaliado de forma indireta, por meio da análise da variabilidade da frequência cardíaca e da pressão arterial (VFC e VPA, respectivamente), os quais sofrem influência da SBR. Alguns estudos identificaram influência do TMI sobre o controle autonômico cardíaco na redução da modulação simpática de repouso, representada na análise espectral da VFC, porém, os mecanismos fisiológicos pelos quais o TMI atua ainda são inconclusivos na literatura. Além disso, não é de nosso conhecimento estudos que avaliaram a VPA e SBR em humanos, o que permitiria elucidar e trazer informações adicionais sobre as respostas relacionadas às adaptações autonômicas vasculares após treinamento. Objetivo geral: Avaliar os efeitos do TMI de diferentes intensidades sobre o controle autonômico cardiovascular de ciclistas recreacionais. Materiais e Métodos: Trinta ciclistas recreacionais do sexo masculino, com idade entre 20 e 40 anos, serão divididos aleatoriamente em três grupos de treinamento: Grupo Sham (GS), Grupo Pressão Crítica [PThC (GPTHC)] e Grupo 60% da PIMÁX (G60). Após a triagem e avaliação clínica, os indivíduos serão submetidos a 11 semanas de TMI, com frequência semanal de 3 sessões e duração de 1 hora cada sessão, com o cálculo da carga de exercício, segundo o grupo que for alocado. A VFC, VPA e SBR, bem como, o teste de força e resistência muscular respiratória e teste cardiopulmonar serão obtidos nos momentos pré e pós intervenção. Será realizada uma análise descritiva dos três grupos avaliados, a normalidade dos dados será avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk e a homogeneidade pelo teste de Levene. Para a comparação entre os grupos de treinamento serão utilizando testes paramétricos e do não paramétricos, segundo a distribuição dos dados. O nível de significância será fixado em p<0,05. Resultados Esperados: Espera-se que ao término de 11 semanas de TMI, quando comparado os grupos (PTHC, GS e G60), apresentem respostas autonômicas cardiovasculares distintas, permitindo elucidar qual melhor carga de treinamento que beneficie este sistema. Além disso, os resultados permitirão posteriormente a investigação deste protocolo em pacientes que tenham como característica clínica a disfunção autonômica e/ou disautonomias. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DE ABREU, RAPHAEL MARTINS; CATAI, APARECIDA MARIA; CAIRO, BEATRICE; REHDER-SANTOS, PATRICIA; DA SILVA, CLAUDIO DONISETE; SIGNINI, ETORE DE FAVARI; SAKAGUCHI, CAMILA AKEMI; PORTA, ALBERTO. A Transfer Entropy Approach for the Assessment of the Impact of Inspiratory Muscle Training on the Cardiorespiratory Coupling of Amateur Cyclists. FRONTIERS IN PHYSIOLOGY, v. 11, FEB 25 2020. Citações Web of Science: 0.
DE ABREU, RAPHAEL MARTINS; PORTA, ALBERTO; REHDER-SANTOS, PATRICIA; CAIRO, BEATRICE; DA SILVA, CLAUDIO DONISETE; SIGNINI, ETORE DE FAVARI; SAKAGUCHI, CAMILA AKEMI; CATAI, APARECIDA MARIA. Effects of inspiratory muscle-training intensity on cardiovascular control in amateur cyclists. AMERICAN JOURNAL OF PHYSIOLOGY-REGULATORY INTEGRATIVE AND COMPARATIVE PHYSIOLOGY, v. 317, n. 6, p. R891-R902, DEC 2019. Citações Web of Science: 0.
DE ABREU, RAPHAEL MARTINS; REHDER-SANTOS, PATRICIA; SIMOES, RODRIGO POLAQUINI; CATAI, APARECIDA MARIA. Can high-intensity interval training change cardiac autonomic control? A systematic review. BRAZILIAN JOURNAL OF PHYSICAL THERAPY, v. 23, n. 4, p. 279-289, JUL-AUG 2019. Citações Web of Science: 0.

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