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Avaliação da retirada precoce da sonda vesical após procedimento cirúrgico radical em câncer de colo de útero

Processo: 17/20777-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Ricardo dos Reis
Beneficiário:Beatriz Guerreiro Ruiz Castro
Instituição-sede: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias do colo uterino   Histerectomia   Sonda   Período pós-operatório

Resumo

Atualmente, o tratamento do câncer de colo uterino em estágios iniciais corresponde à Histerectomia Radical com Linfadenectomia Pélvica. Esta cirurgia, quando indicada corretamente, apresenta uma taxa de cura em torno de 90% em 5 anos, a mesma da Radioterapia Pélvica. Contudo, sabe-se que a maioria das pacientes são jovens (média de 45 anos) e, tratando-as com radioterapia, haveria uma perda da função hormonal por dano aos ovários e sequelas na função sexual por efeitos da radioterapia na vagina. Além disso, caso a paciente apresente uma recidiva pélvica, a opção de radioterapia como tratamento de resgate não poderia mais ser utilizada. Sendo assim, hoje em dia, em pacientes jovens, com boas condições clínicas e tumores em estágios iniciais, indica-se a opção da Histerectomia Radical com Linfadenectomia Pélvica. Neste procedimento, por haver a necessidade de retirada dos paramétrios, graus diferentes de desnervação pélvica podem ocorrer e fazer com que a paciente tenha um prejuízo da função miccional. Atualmente, não existe um consenso quanto ao momento ideal de retirada da sonda vesical (SV) e à avaliação da função urinária através do teste de resíduo miccional. Enquanto em alguns serviços a SV é retirada no 1° dia de pós-operatório (PO), em outros, é retirada no 14° dia de PO. Por tais motivos, este estudo objetiva comparar a retirada precoce da SV (1° dia de PO) com a retirada padrão em nosso serviço (7° dia de PO). Caso comprovemos que as pacientes podem retirar a SV no 1° dia de PO, muito menos custo, desconforto, dor e comorbidades associadas ao uso da sonda vesical por tempo prolongado ocorrerão, como infecção urinária, uso de antibióticos e até internações hospitalares por este motivo. (AU)