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Administração de ômega-3 na neuroproteção da neurogênese hipocampal em animais submetidos ao consumo crônico de etanol

Processo: 17/20325-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Pesquisador responsável:Luiz Fernando Takase
Beneficiário:Bruna Stefany Vilela dos Reis
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Neuroanatomia   Hipocampo   Neurogênese   Alcoolismo   Proliferação celular   Fármacos neuroprotetores   Ácidos graxos ômega-3   Modelos animais

Resumo

O ômega-3 é um conjunto de ácidos graxos essenciais que devem ser obtidos através da dieta, como por exemplo, peixes e sementes. A manutenção de seus níveis é fundamental para o correto funcionamento do sistema nervoso e sua administração estimulou a neurogênese no hipocampo de ratos adultos e idosos. A deficiência de ômega-3 pode estar associada a déficits de memória e redução na neuroplasticidade hipocampal. Estudos demonstraram interessantes interações entre o ômega-3 e o consumo de etanol nas diversas fases da neurogênese hipocampal. Sua suplementação na dieta reverteu os déficits na plasticidade hipocampal em ratos adultos submetidos à exposição pré-natal ao etanol, preveniu apoptose e a neurodegeneração. Assim, de acordo com os dados apresentados, a hipótese do presente trabalho é de que a administração de ômega-3 pode ter efeito neuroprotetor contra os efeitos neurodegenerativos e inibição da neurogênese causados pelo consumo crônico de etanol. Serão utilizados 32 ratos wistar machos, mantidos em biotério com condições controladas e submetidos ao protocolo de consumo de etanol durante o período de 28 dias. Concomitantemente à exposição ao etanol, os animais receberão diariamente, via gavagem, Ômega-3 (300mg/kg, Ômega-3 EPA 1000 mg, FDC - Fedco, SP, Brasil). O grupo controle receberá, na mesma proporção, apenas o veículo (óleo mineral para uso oral humano, Nujol). Durante este período, o peso dos animais e a quantidade de etanol e água consumidos serão monitorados semanalmente. Ao final do período experimental os animais serão submetidos ao teste de omissão de objetos para análise da memória e comportamento exploratório do animal em resposta à ausência de um estímulo atrativo previamente apresentado. Os animais serão então perfundidos, os encéfalos removidos e processados com técnicas de imunoistoquímica contra Ki-67 (análise da proliferação celular) e DCX (análise da neurogênese). Uma série de cortes será corada com violeta de cresila, técnica de Nssil, para análise volumétrica e de densidade celular, e análise do número de células picnóticas (apoptose). O presente trabalho pode ter importantes correlações clínicas e sugerir novos meios de tratamento e prevenção dos efeitos do etanol no SNC. (AU)