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A territorialização quilombola do alto Acará/PA como resistência a expansão do agronegócio de dendê

Processo: 17/03547-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 23 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Jose Gilberto de Souza
Beneficiário:Jamilli Medeiros de Oliveira da Silva
Instituição-sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/12263-0 - O protagonismo feminino na luta pela terra em comunidades quilombolas no alto acará/pa., BE.EP.MS
Assunto(s):Agronegócio   Geografia agrária   Campesinato   Dendê   Território   Territorialização   Escravos

Resumo

O Brasil consolidou a busca pela "energia limpa" com o agrocombustível a partir da crise econômica mundial impulsionada pela crise do petróleo em meados de 1970. Desde então, várias políticas de incentivos fiscais foram implementadas para estimular a produção de uma "energia ecologicamente correta" e o Nordeste paraense se faz presente nesse cenário com a monoprodução do dendê concorrendo com profundas transformações nas formas de reprodução social nesta espacialidade, particularmente no município de Aracá-PA. Diante do exposto, o projeto objetiva analisar as principais determinações territoriais que se expressam como contraponto às dinâmicas de territorialização das comunidades camponesas de origem quilombola de Vila Formosa e 19 do Maçaranduba. A pesquisa se estrutura a partir do reconhecimento da centralidade das determinações territoriais produzidas pelo avanço da monoprodução dendezeira, que poderão ser expressas a partir do levantamento de dados relativos à área e produção e das estratégias de uso e ocupação da terra, realizadas pelos agentes produtores de Dendê. Tais processos produzem reflexos na demanda de terras por arrendamentos e ou aquisição, e a consequente a inflexão de seus preços, concorrendo com pressões econômicas e sociais sobre as formas de produção das comunidades. Desta feita, em um segundo momento, será realizada a composição de banco de dados e de informações (quantitativas e qualitativas) acerca da trajetória dos camponeses quilombolas, considerando suas estratégias produtivas e formas de reprodução social, como mecanismos de resistência, que será consolidado por meio de questionários e entrevistas semi-estruturadas. Dessa forma, considerando o estado da arte de análise dos processos de monopolização dos territórios e os procedimentos metodológicos apontados considera-se fundamental analisar e desvendar as principais determinações produzidas pela monoprodução de dendê em larga escala, e igualmente as estratégias de resistência dos quilombolas e suas especificidades frente à expansão do capital, seu corolário de expropriação e/ou subordinação, que se estabelece nesta parcela do território amazônico. (AU)