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Dinâmica de submesoescala da frente de ressurgência de Cabo Frio e processos físico-biológicos associados

Processo: 17/15026-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 02 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Física
Pesquisador responsável:Ilson Carlos Almeida da SIlveira
Beneficiário:Filipe Pereira dos Santos
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50820-7 - Marine ferromanganese deposits: a major resource of E-tech elements, AP.TEM
Assunto(s):Ressurgência costeira   Correntes oceânicas   Processos físicos   Processos biológicos   Plâncton   Material particulado   Compostos orgânicos   Cabo Frio (RJ)   Brasil

Resumo

Um dos componentes que representam um mecanismo intermitente de alta produtividade biológica são os vórtices ciclônicos emitidos ao largo de Cabo Frio (CF) pela Corrente do Brasil (CB). Esses se desprendem da CB e se propagam para Sul, atingindo e de certo impactando a região da elevação de Rio Grande. A região ao largo de CF é caracterizada pela ocorrência de ressurgência costeira durante a maior parte do ano. As temperaturas da água da ressurgência são cerca de 10°C mais baixas que as da plataforma externa e intermediária, ocupadas pela Corrente do Brasil (CB) nas camadas superficiais. Regiões com intensos gradientes horizontais (frentes), como CF, possuem elevada produtividade primária e biomassa. Esses locais também são caracterizados pela ocorrência de feições ageostróficas (número de Rossby de O(1)) com comprimento da ordem de 1 a 10 km, ou seja, feições de submesoescala. Estas podem modular as trocas entre a plataforma e o oceano aberto por servirem de corredores de transporte offshore das águas recém-ressurgidas. Feições de submesoescala são também não-hidrostáticas e, portanto, possuem velocidades verticais da ordem de magnitude das velocidades horizontais. Dessa forma, estas devem desempenhar um papel importante para a ecologia do oceano superior. A formação de tais feições já foi associada com o meandramento de correntes de contorno adjacentes. Dessa forma, CF é ideal para o estudo da formação e dinâmica de feições de submesoescala, uma vez que dentro de uma área geográfica pequena, ocorrem interações entre a frente de ressurgência e a CB. Os efeitos da submesoescala e da velocidade ascendente de mesoescala nas taxas de sedimentação ainda não foram investigados. Como as taxas de deposição sedimentar são essenciais para a formação de nódulos e crostas polimetálicos, a compreensão dos processos biológicos que afetam a exportação de material orgânico particulado para o oceano profundo é essencial para a investigação dos mecanismos de formação dos nódulos e crostas polimetálicos, objeto de estudo do projeto temático Marine E-tech, aprovado pelo edital NERC-FAPESP em 2015. Sendo assim, o objetivo principal deste projeto é estudar como a dinâmica de submesoescala afeta os padrões de distribuição dos organismos planctônicos na frente de ressurgência de CF e consequentemente a exportação de material orgânico particulado. (AU)

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