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Reconstrução espaço temporal do clima da Região Metropolitana de São Paulo utilizando isótopos estáveis em anéis de crescimento

Processo: 17/23521-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 07 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 06 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Pesquisador responsável:Paulo Hilário Nascimento Saldiva
Beneficiário:Giuliano Maselli Locosselli
Supervisor no Exterior: Roel Jacobus Wilhelmus Brienen
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Leeds, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:15/25511-3 - Reconstrução do clima e da poluição baseada nos registros de anéis de crescimento de árvores urbanas, BP.PD
Assunto(s):Clima   Poluição   Dendrocronologia

Resumo

Mais de metade da população mundial vive em áreas urbanas, e esta população atingirá 66% até 2050. Uma parcela dessa população vive nas mega-cidades, com 10 milhões ou mais de habitantes, freqüentemente encontradass em países pobres e / ou em desenvolvimento. Nestes países, as mega-cidades foram sujeitas um crescimento rápido e não planejado que resultou em fortes desigualdades e degradação ambiental. Estas condições tornam estas cidades e seus habitantes fortemente vulneráveis às consequências das mudanças climáticas. A elevação da temperatura da Terra já está levando a mudanças nos regimes climáticos. A região metropolitana de São Paulo já está sob a influência de um número crescente de eventos de precipitação extrema que inevitavelmente levam a inundações. Por outro lado, esta região também é vulnerável a eventos de seca que levam à escassez de abastecimento de água. O ano de 2014 foi marcado como a pior crise de abastecimento de água de São Paulo. Foi uma consequência de um verão seco incomum com chuvas desigualmente distribuídas, com baixa precipitação nos reservatórios de água do norte e precipitação normal no sul. A complexidade da paisagem urbana torna o clima heterogêneo nas cidades. Portanto, o objetivo deste estudo é reconstruir a variabilidade espaço-temporal na precipitação e temperatura usando isótopos estáveis em anéis de crescimento de árvores. Esta reconstrução fornecerá informações sobre áreas e períodos sem dados instrumentais disponíveis. Além disso, este estudo avaliará a variabilidade intra-anual das precipitações durante o período da pior crise de abastecimento de água de São Paulo. Para este fim, três populações de Tipuana tipu (FABACEAE) foram amostradas perto dos reservatórios de Cantareira, Gurarapiranga e Rio Grande. Os anéis serão medidos e datados de acordo com os procedimentos dendrochronológicos. Além disso, os isótopos estáveis de oxigênio e carbono serão medidos nos anéis de crescimento de quatro indivíduos de cada população. Uma análise intra-anual de isótopos estáveis de oxigênio para os anos entre 2012 e 2015 fornecerá mais informações sobre a precipitação durante a crise da água em 2014. (AU)

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