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Caracterização de vesículas extracelulares derivadas de plasma de camundongos portadores de carcinoma de células renais humano

Processo: 17/18249-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Vilma Regina Martins
Beneficiário:Ethiene Castellucci Estevam
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Vesículas extracelulares   Oncologia

Resumo

O Carcinoma de célula renal (CCR) representa cerca de 90% de todas as malignidades renais e suas causas até o momento não estão estabelecidas. Seu tratamento primário consiste na nefrectomia parcial ou total, mas já no momento do diagnóstico cerca de 20 a 30% dos pacientes apresentam metástase e outros 20% sofrerão recidiva e metástase num período de 1 a 3 anos. O tratamento para CCR metastático baseia-se no emprego de agentes antiangiogênicos e de inibidores de mTOR. Entretanto, trata-se de neoplasia altamente resistente ao tratamento com taxa de mortalidade acima de 40%, denotando a importância de estudos em medicina translacional que permitam a identificação de marcadores de resposta tumoral. O Patient Derived Xenografts ou PDX constitui-se como excelente alternativa de estudo in vivo, pois retém a arquitetura 3D dos tumores originais e captura a heterogeneidade intra e intertumoral. A descoberta de que vesículas extracelulares são capazes de mediar processos como coagulação, resposta imune e o estabelecimento de nichos pré-metastáticos têm atraído atenção para sua importância como marcadores de diagnóstico e prognóstico ou como alvos terapêuticos. Neste contexto, o presente projeto propõe-se a estabelecer uma plataforma PDX de CCR que permita o desenvolvimento de uma metodologia de isolamento de vesículas de origem tumoral a partir do plasma dos camundongos PDX que serão submetidas a abordagens de proteômica e genômica para a identificação de biomarcadores circulantes da doença. Posteriormente, a presença dos biomarcadores será avaliada no sangue dos pacientes portadores de CCR que originaram os PDXs, no intuito de correlacionar sua presença com resposta a tratamento e prognóstico.