Busca avançada
Ano de início
Entree

Avaliação de estimativas de heterogeneidade genética intratumoral como marcadores de prognóstico em diferentes tipos de cânceres

Processo: 17/17974-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Pedro Alexandre Favoretto Galante
Beneficiário:Filipe Ferreira dos Santos
Instituição-sede: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia   Neoplasias   Heterogeneidade genética   Biologia computacional

Resumo

A heterogeneidade genética intratumoral (ITH) ocorre quando um tumor é composto por diversas subpopulações celulares, as quais apresentam algumas mutações compartilhadas e, sobretudo, outras exclusivas. Sabe-se que altos níveis de ITH estão correlacionados com pior prognóstico e à resistência a diferentes tratamentos, como à radioterapia. Logo, ferramentas de fácil implementação, de baixo custo e de uma avaliação rápida da ITH podem tornar a medição desta caraterística tumoral uma rotina na clínica oncológica e, potencialmente, direcionar cada paciente para um tratamento mais preciso e efetivo. O escore MATH (mutant-allele tumor heterogeneity score) é uma estimativa de ITH baseada na distribuição das frequências alélicas de mutações somáticas de uma amostra. Esse escore tem a vantagem de ser de fácil implementação e de baixo custo, pois ele é estimado através do sequenciamento de um único fragmento do tumor, sem a necessidade de avaliações adicionais de número de cópias (CNV) ou da pureza da amostra, algo necessário em outras metodologias. Até o presente momento, altos escores MATH já foram correlacionados com a probabilidade de metástase em câncer de cólon e pior prognóstico/menor sobrevida global em cânceres de cabeça e pescoço, fígado e mama. Neste estudo, utilizaremos ferramentas de bioinformática, dados de mutações somáticas oriundos de exomas e informações clínicas para testar se os escores MATH são suficientemente informativos a respeito da ITH de, inicialmente, 20 tipos tumorais do projeto TCGA/Pan-cancer e se apresentam correlação com parâmetros de prognóstico tumoral. Para isso, compararemos as estimativas de ITH geradas por MATH e por PyClone, o qual exige análises e, potencialmente, custos adicionais, mas ainda é um método muito utilizado para a avaliação de ITH. Também tentaremos otimizar o potencial de aplicabilidade clínica de MATH: (i) avaliando se os valores de MATH estimados a partir de dados de painéis de genes de câncer se equivalem aos de exomas; (ii) e estimar a cobertura de sequenciamento mínima necessária para obtenção de escores de MATH robustos e reprodutíveis. Acreditamos que nossos resultados indicarão as condições ideais para a aplicação do escore de MATH rotineiramente na clinica, algo que será de extremo valor para pacientes e oncologistas. (AU)