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Análise funcional da xilose isomerase na resposta à xilose por Xanthomonas citri e X. fuscans- tipo B e análise proteômica diferencial desta resposta

Processo: 17/17470-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos
Pesquisador responsável:Maria Teresa Marques Novo Mansur
Beneficiário:Evandro Luis Prieto
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Proteômica   Xilose   Xanthomonas citri   Cancro (doença de planta)   Virulência   Western blotting

Resumo

O Cancro Cítrico é das doenças mais devastadoras para a Citricultura, sendo causado pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri (XAC). As cancroses B e C, formas mais brandas da doença, são causadas pelos tipos B e C de Xanthomonas fuscans ssp. aurantifolii (XauB e XauC, respectivamente), cujo espectro de hospedeiros é muito restrito comparativamente à XAC, a qual infecta todas as espécies de Citrus sp. Análise proteômica entre XAC e XauB realizada anteriormente por nosso grupo detectou muitas proteínas diferencialmente expressas, entre elas, a xilose isomerase, cujas ORFs apresentam contextos genômicos muito diversos nas duas bactérias. O presente trabalho tem como objetivo investigar se há uma resposta metabólica mais eficiente de XAC à xilose que seja determinante da sua maior virulência relativamente à XauB, visto que esse carboidrato é constituinte da parede celular do hospedeiro e pode ser liberado durante a invasão bacteriana. Neste trabalho XAC e XauB serão cultivadas na ausência e presença de xilose, e, com base nas curvas de crescimento resultantes, serão estabelecidas as condições nas quais será realizada a análise proteômica (2D-PAGE/MS-MS) para comparação das proteínas periplasmáticas e extracelulares induzidas por esse carboidrato nas duas bactérias. Também será confirmada a expressão diferencial da xilose isomerase por meio de Western Blot, bem como obtido um mutante de deleção para o gene dessa enzima utilizando metodologia já padronizada em nosso grupo. Resultados preliminares de crescimento de XAC e XauB em xilose já são aqui apresentados e evidenciam que as bactérias possuem respostas distintas. O presente trabalho visa contribuir para o entendimento da patogenicidade de XAC para fins de validação e caracterização de potenciais alvos para o controle do Cancro Cítrico. (AU)