| Processo: | 17/20846-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Química - Físico-química |
| Pesquisador responsável: | Ana Paula Ramos |
| Beneficiário: | Marcos Antonio Eufrásio Cruz |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 19/26059-8 - Desvendando o mecanismo de biomineralização das vesículas da matriz: uma abordagem por microscopia crioeletrônica, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Química de interfaces Biomateriais Colágenos fibrilares Hidroxiapatita Biomineralização Osso e ossos Monocamadas de Langmuir |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biomateriais | biomineralização | colageno | hidroxiapatita | monocamadas de Langmuir | tecido ósseo | Química de Interfaces |
Resumo A biomineralização óssea é um rebuscado processo mediado e controlado por células que culmina na construção de uma matriz híbrida altamente hierárquica. O bloco construtor dessa matriz são as fibrilas de colágeno mineralizadas por cristais de hidroxiapatita (HAp), um tipo de fosfato de cálcio. A origem dos cristais de HAp durante a formação do tecido ósseo é atribuída à ação das Vesículas da Matriz (VM). Essas vesículas lipídicas são excretadas por células osteogênicas e hospedam o maquinário bioquímico necessário para a origem e transporte de íons Ca2+ e PO43- que são utilizados na precipitação da HAp. No interior das VM, a matriz lipídica atua como centro nucleador para a formação de cristais de HAp, que são liberados para o meio extracelular, atuando assim na propagação da mineralização das fibrilas de colágeno. Apesar de atualmente entendermos o papel das VM na origem da fase mineral do tecido ósseo e compreendermos as interações HAp-colágeno que definem a estrutura do tecido ósseo, pouco se sabe sobre a relação entre as VM e a propagação da mineralização das fibrilas de colágeno. Nossa hipótese é que após a ruptura das VM, complexos lipídeo-mineral são liberados ao meio extracelular, que então interagem com as fibrilas de colágeno, levando à propagação da cristalização de HAp no interior das fibrilas. Para acessarmos essa hipótese, nesse projeto utilizaremos técnicas do "estado-da-arte" em Biofísica para caracterizarmos a estrutura do complexo lipídeo-mineral e a sua habilidade em propagar a biomineralização das fibrilas de colágeno. Utilizando-se monocamadas de Langmuir com lipídeos majoritariamente presentes nas VM (fosfatidilcolina, fosfatidilserina, colesterol, esfingomielina), investigaremos a formação de complexos lipídeo-mineral, relacionando propriedades da matriz orgânica (composição, estrutura) e a fase mineral formada após diferentes tempos de reação. Esperamos poder identificar com resolução molecular os caminhos induzidos pela matriz lipídica que levam à precipitação de HAp, obtendo uma visão termodinâmica e cinética da cristalização no interior das VM. Uma vez identificada a natureza e a habilidade em nucleação dos complexos lipídeo-mineral, avaliaremos então o seu papel na propagação da mineralização de fibrilas de colágeno por HAp em matrizes hierárquicas, mimetizando assim a formação do tecido ósseo. A formação de filmes automontados de colágeno, altamente ordenados, foi alvo de investigação no projeto BEPE do aluno, desenvolvido sob supervisão do Prof. Seung-Wuk Lee, na Universidade da Califórnia-Berkeley, durante o mestrado. Agora, o aluno fará uso deste aprendizado no estudo de mineralização deste filme no presente projeto. Espera-se que ao final desse projeto uma nova visão da biomineralização óssea possa ser apresentada, com aplicações que vão desde à clínica ao desenvolvimento de materiais sintéticos bioinspirados. (AU) | |
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