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Efeito do consumo crônico de ácidos graxos poliinsaturados oxidados em lesão aterosclerótica em camundongos knockout para receptor LDL (Parte II)

Processo: 17/21811-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Inar Alves de Castro
Beneficiário:Thiago Mota Vieira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nutrição experimental   Lipídeos   Ácidos graxos ômega-3   Echium   Oxidação   Inflamação   Biomarcadores   Aterosclerose

Resumo

O consumo de lipídios que contêm maior concentração de ácidos graxos saturados ou trans tem sido associado ao maior risco de doenças cardiovasculares, enquanto o consumo de ácidos graxos mono ou poli-insaturados tem demonstrado proteção cardiovascular. Entre os ácidos graxos poli-insaturados (PUFA), os n-6 FA estão associados a uma condição mais pró-inflamatória, promovida por eicosanóides produzidos a partir da oxidação enzimática do ácido araquidônico. Por outro lado, os n-3 FA têm demonstrado vários efeitos benéficos, tais como a redução da concentração de triglicerídeos e VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade), além dos efeitos anti-trombóticos e anti-inflamatórios. Por esse motivo, a substituição dos ácidos graxos saturados, trans ou n-6 FA por n-3 FA representa uma alternativa para o desenvolvimento de óleos ou alimentos funcionais. No entanto, os PUFA são muito susceptíveis à oxidação. Essa reação química pode produzir compostos secundários potencialmente tóxicos, que quando consumido cronicamente, podem apresentar efeitos pró-aterogênicos. Assim, embora as empresas alimentícias já estejam adicionando n-3 e n-6 FA em seus produtos, não há informação sobre se a ingestão a longo prazo de PUFA parcialmente oxidados poderia agravar ou reduzir o processo aterosclerótico. Por outro lado, vários estudos têm relatado que alguns produtos da oxidação não enzimática de n-3 FA poderiam contribuir para a redução do processo inflamatório. Devido à característica mais pró-inflamatória dos n-6 FA, a hipótese deste estudo é que o maior consumo a longo prazo de produtos da oxidação dos n-6 FA e não do n-3 FA, aumentaria a lesão aterosclerótica em modelo animal. De modo a avaliar esta hipótese, três ensaios serão realizados. Inicialmente, óleos comerciais contendo diferentes tipos de n-3 e n-6 PUFA serão submetidos às condições de oxidação "temperatura/tempo" que mimetizam o transporte, armazenamento, consumo e fritura desses óleos. Os produtos secundários da oxidação dessas amostras serão identificados em cada etapa proposta. A seguir, 50 camundongos LDLr (-/-) serão divididos em 5 grupos. Os grupos CONT- e CONT+ serão mantidos sob dieta padrão e aterogênica respectivamente, sem qualquer suplementação durante 24 semanas. Três grupos serão alimentados com a mesma dieta aterogênica, na qual o óleo de milho será substituído por um óleo contendo n-6 FA em três condições diferentes: fresco (N6), fracamente oxidado (N6C) e fortemente oxidado (N6FR). Em um terceiro protocolo, outros 50 camundongos LDLr (-/-) serão alocados em 5 grupos, quando óleos frescos e oxidados contendo n-3 e n-6 FA serão fornecidos aos animais por gavagem, durante 16 semanas. Após o período de tratamento, todos os grupos serão eutanasiados. Amostras de sangue e tecidos serão coletadas e mantidas a -80oC até o momento das análises. Vários biomarcadores serão avaliados, dentre eles Fn-isoprostanos, MDA, 4-HNE, 4-HHE, perfil lipídico, atividade e expressão de enzimas associadas a condições redox e citocinas inflamatórias. (AU)