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MicroRNAs e biomoléculas oxidadas como possíveis biomarcadores da síndrome antifosfolípide primária

Processo: 17/19251-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Patricia Moriel
Beneficiário:Camila de Oliveira Vaz
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/14172-6 - Investigação de aspectos fisiopatológicos e novas abordagens terapêuticas em doenças tromboembólicas, AP.TEM
Assunto(s):Farmácia clínica   Biomarcadores   MicroRNAs

Resumo

A síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF) é uma doença autoimune sistêmica, que possui como característica principal a recorrência de eventos trombóticos idiopáticos associados a presença de anticorpos anti-fosfolípides (aPL). Estima-se que tal síndrome afete 2-4% da população mundial; estando assim associada a 20% dos casos de trombose venosa profunda, perda gestacional e acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) em pessoas com menos de 45 anos. Entretanto, seus mecanismos fisiopatológicos ainda não estão completamente elucidados. Alguns estudos recentes apontam que o estresse oxidativo tem papel fundamental na progressão da doença, principalmente pela depleção das defesas antioxidantes e adjuvância no estabelecimento de um ambiente pró inflamatório, que culminam na disfunção endotelial e no aumento da agregação plaquetária. Acredita-se ainda, que o processo tromboembólico possa ser controlado epigeneticamente, pela expressão de miRNAs específicos capazes de interferir no ambiente pró coagulante. Este trabalho tem como objetivo identificar miRNAs e biomoléculas oxidadas como possíveis biomarcadores da SAF, associando-os com a progressão da doença, adesão ao tratamento e qualidade de vida dos pacientes em uso de terapia anticoagulante acompanhados no ambulatório do Hemocentro/UNICAMP. Para tanto, serão coletadas amostras de plasma de 80 pacientes com diagnóstico de SAF primária, pareados por sexo e idade com controles saudáveis, para a quantificação de biomoléculas oxidadas e extração de miRNAs. Após essa quantificação, tais miRNAs serão analisados por microarray, validados e avaliados por bioinformática. A qualidade de vida e adesão à terapia anticoagulante serão avaliados pela aplicação da versão validada para o português dos questionários SF-36, DASS, MAT e MedTake. Todos os resultados e correlações serão avaliados estatisticamente com o p à 0.05 (AU)