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Geração de anticorpos específicos contra a proteína reguladora Ki-1/57 para análise funcional dos camundongos nocaute do gene Ki-1/57

Processo: 17/20266-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Jörg Kobarg
Beneficiário:Carolina Colleti
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Transdução de sinais   Neoplasias   Oncoproteínas   Anticorpos monoclonais

Resumo

A proteína Ki-1/57 foi identificada por meio da reação cruzada do anticorpo monoclonal Ki-1, o qual reconhece células de Hodgkin por meio da ligação com a CD30. Estudos acerca desta proteína mostram que ela sofre diversos tipos de modificações pós-traducionais (fosforilação, metilação, SUMOilação) e que faz parte da classe de proteínas intrinsecamente desenoveladas. Essas e outras características identificadas, como shuttling entre citoplasma e núcleo e atividade de regulação da transcrição, sugerem que a Ki-1/57 possa ser uma oncoproteína. Também é sabido que a Ki-1/57 é superexpressa em diversos tipos de tumores, tais como linfoma de células T, adenocarcinoma, carcinoma de próstata e carcinoma de bexiga. A proteína CGI-55 apresenta 40,7% de identidade e 67,4% de similaridade com a Ki-1/57 e também apresenta localização citoplasmática e nuclear, o que indica que sejam proteínas parálogas e que, inclusive, possam ter funções similares/redundantes nas células. Experimentos de duplo-híbrido e de Affymetrix microarray realizados pelo grupo de pesquisa, identificaram 413 genes que tiveram sua expressão alterada pela superexpressão da Ki-1/57 (88% regulados negativamente). A maior parte dos genes alterados estão relacionados ao ciclo celular, proliferação e apoptose, o que aponta seu envolvimento em mecanismos de resposta celular ao estresse. Em conjunto com informações de interação proteína-proteína disponíveis, os dados de microarray e localização subcelular, sugerem que a ação da Ki-1/57, sob essas condições, ocorreria nos diferentes níveis do controle da expressão gênica, desde transcrição até à tradução.Com base no envolvimento da Ki-1/57 em vias de proliferação e morte celular e pela possibilidade de ser uma oncoproteína, se faz necessário um estudo aprofundado sobre seu papel celular. O laboratório do Prof. Jörg Kobarg produziu camundongos nocaute para o gene da Ki-1/57 por meio da técnica de CRISPR/Cas9 e, como escopo deste projeto, é proposto compreender o papel desta proteína na célula por meio de análise comparativa de tecidos dos camundongos nocaute em comparação com os selvagens, bem como realizar estudados celulares com células imortalizadas dos camundongos nocaute e selvagens. (AU)