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Arquitetura e evolução de um ERG Mesoproterozóico: formação Galho do Miguel

Processo: 17/11091-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Giorgio Basilici
Beneficiário:Francisco Romério Abrantes Júnior
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Deposição de sedimentos   Sedimentologia eólica   Mesoproterozoico   Região Sudeste   Brasil

Resumo

A distribuição geográfica mundial dos sistemas de ERG pré-cambrianos é altamente fragmentada, dificultando o entendimento dos sistemas deposicionais desenvolvidos nesse período. A distinção entre depósitos pré- e pós-vegetação, bem como os principais fatores que influenciaram no desenvolvimento e na preservação destes estratos ainda não estão bem definidos. Verificar a influência do vento como fator deposicional em uma paisagem livre de vegetação na superfície da terra é a razão principal deste projeto, que estudará a sucessão sedimentar de um ERG pré-cambriano representada pela formação Galho do Miguel (Mesoproterozoico) no Sudeste do Brasil. O projeto prevê: (i) a interpretação dos mecanismos de deposição; (ii) a definição de um modelo arquitetural com as relativas e eventuais variações verticais (temporais) e horizontais (espaciais) e a consequente definição do tipo de sistema deposicional; (iii) a análise sequencial da sucessão sedimentar; e (iv) a comparação com modelos de ERG pós-vegetação. Para o melhor entendimento destes objetivos, será necessário determinar alguns aspectos importantes, que envolve o reconhecimento dos tipos de formas de leito, o modo de acumulação de estratificações cruzadas em ERG e a influência do lençol freático no controle da acumulação e preservação a longo prazo. As boas exposições da formação Galho do Miguel, representadas por sucessões sedimentares de centenas de metros, e a variabilidade de fácies com possíveis evidências de áreas interdunas encharcadas ou úmidas, são ferramentas indispensáveis para o entendimento da complexidade sedimentológica de sistemas eólicos pré-cambrianos. Com isto, este estudo contribuirá na discriminação de modelos genéticos sobre a dinâmica de ambientes de ERG atuais e antigos, assim como no enriquecimento do conhecimento dos depósitos da Serra do Espinhaço e das sucessões sedimentares eólicas pré-cambrianas. (AU)

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