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Mapeamento e análise do território do agrohidronegócio canavieiro no Pontal do Paranapanema-São Paulo-Brasil: relações de trabalho, conflitos e formas de uso da terra e da água, e a saúde ambiental

Processo: 17/26179-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Antonio Thomaz Júnior
Beneficiário:Gabrielle Oriente Menezes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/23959-9 - Mapeamento e análise do território do agrohidronegócio canavieiro no Pontal do Paranapanema - São Paulo - Brasil: relações de trabalho, conflitos e formas de uso da terra e da água, e a saúde ambiental, AP.BIOEN.TEM
Assunto(s):Agrohidronegócio   Saúde ambiental   Assentamento rural   Lutas territoriais   Uso do solo   Grilagem   Relações de trabalho   Conflito social   Pontal do Paranapanema (SP)

Resumo

No presente projeto, desenvolveremos uma abordagem crítica acerca das questões da agroenergia e dos agrocombustíveis, com as atenções voltadas para a expansão e consolidação do capital agroindustrial canavieiro e os impactos nas formas de uso da terra e da água, e da saúde do trabalhador no contexto do Polígono do Agrohidronegócio, no Pontal do Paranapanema. Para isto, será considerada a correlação entre as formas de uso da terra e da água e a legalização da grilagem por parte do agrohidronegócio, assim como seus desdobramentos para as ações políticas em torno da Reforma Agrária, e de temas ligados à Geografia do trabalho. Assim, o projeto busca novos referenciais teóricos para romper as fragmentações clássicas dos estudos sobre a dinâmica da sociedade e da natureza. Da mesma forma, do ponto de vista metodológico, procura desenvolver metodologias de mapeamento e de aplicação de geotecnologias para apreender o movimento do trabalho e da natureza por dentro das disputas territoriais. Diante desses desafios, propomos-nos a apreender o conteúdo e o significado dos conflitos sociais, sem perder de vista questões relacionadas à soberania alimentar e energética e à sustentabilidade ambiental. E será por dentro das relações sociais de trabalho que dedicaremos nossas atenções para os direitos negados do trabalhador, e relacionados à segurança e saúde no trabalho, facetas que identificam o cenário que se define como formas assemelhadas a trabalho escravo, e os impactos na saúde ambiental.Dessa maneira é relevante o aprofundamento do estudo sobre as formas de gestão e controle da água e das relações de trabalho, assim como sua face nociva, quando consideramos a transmissão de doenças, contaminação ambiental, mutilação e morte dos trabalhadores, pois é uma possibilidade de discutirmos a invisibilidade social das doenças relacionadas ao trabalho no Brasil, especialmente, nas atividades agroenergéticas, em tempos de commoditização. Daí a necessidade da compreensão das políticas sociais de saúde pública, diretamente ligadas à saúde ocupacional no âmbito federal (SUS, CEREST, Fundacentro). Afinal, os processos de adoecer e morrer se assemelham ou se diferenciam, independentemente, dos trabalhadores viverem em um município ou em outro. Por conseguinte, a questão central é compreender o desenvolvimento destrutivo das forças produtivas e que o capitalismo globalizado apresenta um movimento intenso e contraditório de integração, fragmentação, polarização, que redimensiona constantemente a diferenciação dos espaços sociais. (AU)

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