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Papel da oxigenoterapia hiperbárica no controle de lesões cerebrais da hidrocefalia experimental

Processo: 18/01222-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 15 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Luiza da Silva Lopes
Beneficiário:Leonardo Raí da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/11212-7 - Papel da oxigenoterapia hiperbárica no controle de lesões cerebrais da hidrocefalia experimental, AP.R
Assunto(s):Neurocirurgia   Hidrocefalia   Isquemia encefálica   Oxigenação hiperbárica   Fármacos neuroprotetores   Modelos animais de doenças

Resumo

Doenças que atingem o sistema nervoso central (SNC) podem produzir consequências catastróficas, em especial quando atingem o encéfalo em desenvolvimento. Tais resultados implicam em disfunções não só aos indivíduos acometidos, mas também levam a transtornos emocionais e financeiros aos familiares e cuidadores, bem como significam gastos ao sistema de saúde. A hidrocefalia é uma das condições neurológicas mais comuns e complexas na prática clínica, e pode ser definida como uma alteração do fluxo do líquido cefalorraquidiano (LCR), dentro dos ventrículos. O tratamento comumente usado de hidrocefalia é cirúrgico, geralmente através da derivação liquórica. No entanto, uma vez que nem todos os pacientes podem ser tratados cirurgicamente imediatamente após o diagnóstico, medidas de neuroproteção vêm sendo estudadas. Com o aumento do volume liquórico, os tecidos encefálicos são sujeitos a forças de compressão e estiramento que conduzem à queda da circulação sanguínea local e dá início ao um processo isquêmico local. A lesão isquêmica encefálica é caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo e, com consequente redução na oxigenação dos tecidos circunjacentes. O objetivo deste trabalho será observar se a oxigenoterapia hiperbárica aplicada em ratos hidrocefálicos pode oferecer benefícios para as estruturas afetadas pela ventriculomegalia. Serão utilizados ratos Wistar com sete dias de idade submetidos à hidrocefalia por injeção intracisternal de caulim 15%. Os animais serão divididos em quatro grupos: controle sem injeção de caulim (n = 5), controle sem injeção de caulim tratado com oxigenoterapia hiperbárica (2 ATA/2h/dia) a partir do 8 ° dia de vida (n=5), hidrocefálico sem tratamento (n=10), hidrocefálico tratado com oxigenoterapia hiperbárica (2 ATA/2h/dia), a partir do 1º dia pós-indução (oito dias de idade) (n=10). Para avaliação da resposta ao tratamento serão realizados testes de comportamento (open field e labirinto aquático de Morris), ressonância magnética do encéfalo, estudos histológicos e imunoistoquímicos. Os resultados deste trabalho podem indicar se a oxigenoterapia hiperbárica exibe algum potencial para ser usada como tratamento complementar na hidrocefalia. (AU)