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Investigação do comportamento de comunicação e linguagem em filhotes provenientes do hipotireoidismo materno: possível correlação ao Transtorno do Espectro Autista?

Processo: 17/08377-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Carlos Alberto Avellaneda Penatti
Beneficiário:Deborah Monteiro dos Santos
Instituição-sede: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Linguagem   Comunicação   Transtorno autístico   Hipotireoidismo   Expressão gênica   Modelos animais

Resumo

Autismo é um transtorno de neurodesenvolvimento cuja principal manifestação clínica reside sobre o comportamento, trazendo grande prejuízo de comunicação alo e autopsíquica ao doente, tanto no aspecto individual como no aspecto social da vida em coletividade. Tais alterações estão relacionadas a distúrbios ontogenéticos complexos, os quais envolvem alterações de diversas moléculas e genes que se relacionam em uma sucessão eventos em cascata durante o desenvolvimento embrionário nos períodos fetal e neonatal. Sabendo-se da importância da manifestação clínica e epidemiologia dos desarranjos cognitivos, o presente trabalho terá como objetivo, estudar o déficit de comunicação em modelo animal proveniente do hipotireoidismo materno. Serão utilizados nesta pesquisa experimental, camundongos C57BL/6J dos dois gêneros. O grupo tratado será previamente submetido ao hipotireoidismo farmacológico com metimazol a 0,05%, nos quais as fêmeas matrizes serão tratadas durante 30 dias através da via oral. Após indução ao hipotireoidismo, as fêmeas tratadas e controles serão acasaladas com machos não manipulados. As proles serão avaliadas pelos testes comportamentais de vocalização, place preference, campo aberto e labirinto em cruz elevada. As mensurações de RT-PCR serão utilizadas para analisar a expressão dos genes SHANK3 e Foxp2, relacionadas ao autismo, bem como expressão da proteína CADM1. Assim, nós esperamos encontrar habilidade de comunicação alterada na prole advinda do hipotireoidismo materno leve ou subclínico, demonstrada na técnica de registro de vocalização ultrassônica e alteração de comportamento materno dependente ou não do sexo do animal e atrelados a possíveis modificações de expressão dos genes relacionados a déficits de comunicação e ao transtorno do espectro autista. (AU)