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Existe relação entre a inspeção visual e a Cinemetria tridimensional durante a realização do teste funcional "forward step-down" em mulheres com e sem dor femoropatelar?

Processo: 17/05347-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Fábio Mícolis de Azevedo
Beneficiário:Carmen Lucia Gomes Garcia
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Fisioterapia   Cinemática   Movimento (fisiologia)   Síndrome da dor patelofemoral   Joelho

Resumo

A Dor Femoropatelar (DFP) é caracterizada por dor peri ou retropatelar de início insidioso, exacerbada por atividades que sobrecarregam a articulação femoropatelar (AFP). Acomete indivíduos jovens e fisicamente ativos, sendo mais frequente em mulheres. O principal fator atribuído à DFP é o aumento do estresse na AFP. Os possíveis fatores causais da sobrecarga na AFP são agrupados em: fatores proximais, locais e distais. Em relação aos fatores proximais, estudos mostram alterações na população com DFP como: maior ângulo de inclinação ipsilateral do tronco e maior inclinação contralateral da pelve. Em relação aos fatores locais, alterações como aumento no valgo dinâmico do joelho são evidenciadas. Com isso, há a necessidade de se estabelecer um teste clínico capaz de identificar alterações apresentadas pelos indivíduos com DFP, já que análises mais acuradas como cinemetria tridimensional geralmente são restritas ao ambiente laboratorial e inviáveis de forma geral na prática clínica. Nesse sentido, o teste "forward step-down" (FSD) tem boa aplicabilidade na prática clínica além de simular o gesto de descida de escadas, movimento que usualmente que exacerba a dor. Dessa forma, o objetivo do estudo é avaliar simultaneamente a qualidade do movimento (inspeção visual) e a cinemática do tronco, quadril e joelho durante a execução do teste funcional FSD em mulheres com e sem DFP. A amostra será composta por 32 mulheres, sendo 16 pertencentes ao grupo DFP e 16 ao grupo controle. Serão efetuadas duas avaliações simultaneamente durante a realização do FSD: (1) avaliação da qualidade do movimento (inspeção visual) e (2) avaliação cinemática. Hipotetizamos neste projeto que as mulheres com DFP apresentarão durante o FSD maior ângulo de inclinação lateral do tronco, maior ângulo de elevação da pelve no plano frontal e maior ângulo de abdução do joelho quando comparadas ao grupo controle. Além disso, hipotetiza-se que as variáveis analisadas irão correlacionar-se em ambos os métodos de avaliação, a fim de concluir que o teste funcional é capaz de identificar as alterações detectadas pela avaliação cinemática, mostrando-se uma ferramenta útil na prática clínica. (AU)