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Análise do efeito do 1-metil-D-triptofano sobre as vias de sinalização mediadas pela indoleamina 2,3-dioxiogenase em carcinoma de bexiga: possível envolvimento na determinação de fenótipo invasivo

Processo: 17/19668-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Humberto Dellê
Beneficiário:Stephanie Vanin Dalmazzo
Instituição-sede: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Urologia   Neoplasias da bexiga   Transição epitelial-mesenquimal   Dioxigenases

Resumo

O câncer de bexiga (CB) está entre os mais comuns do sistema urinário. Embora a forma mais frequente seja a não músculo-invasiva, muitos destes casos evoluem para a forma músculo-invasiva. A indoleamina 2,3-dioxigenase (IDO) é uma enzima expressa em locais onde a imunomodulação se faz necessária, incluindo a interface materno-fetal, onde a presença da IDO protege o embrião semi-halogênico. Devido ao fato da IDO ser expressa em alguns tipos de câncer, acredita-se que promova escape imunológico ao tumor. Em CB, seu papel não foi elucidado, porém acreditamos que a IDO participe também de eventos não-imunológicos para a progressão tumoral, tais como transição epitélio mesenquimal (TEM). A IDO exerce seus efeitos através da depleção de triptofano no microambiente, com consequente formação de quinurenina e seus derivados. Assim, três vias estão envolvidas na ação da IDO: mTOR, GCN2 e AHR (receptor de hidrocarboneto de arila). O objetivo do presente estudo é avaliar a expressão de IDO e a ativação das vias mTOR, GCN2 e AHR em duas linhagens de CB representativas de não músculo-invasiva (RT4) e músculo-invasiva (T24) e o efeito do inibidor da IDO (MT, 1-metil-triptofano) sobre estas vias e sobre o fenótipo invasivo das células. As células RT4 e T24 são cultivadas como rotina em nosso laboratório. Para o tratamento das células com MT, as células serão mantidas em meio RPMI 1640, suplementado com SFB 10% e antibióticos, contendo ou não MT na concentração de 500 µM. PCR em tempo real será usada para avaliar a expressão de IDO, CHOP (marcador da ativação da via GCN2), AHR, CYP1A1 (marcador da ativação do receptor AHR) e marcadores da TEM. A via mTOR será avaliada por Western blot. Além disso, células T24 com fenótipo mais invasivo serão separadas em Matrigel. O ensaio Scratch-wound será usado para avaliação da atividade migratória das células. Como resultados esperados, este estudo poderá revelar se a IDO é diferencialmente expressa em células não músculo-invasivas e músculo-invasivas de CB, servindo como um biomarcador, e se ela tem influência sobre o estabelecimento do fenótipo invasivo destas células. (AU)